Delegado João Ferreira acredita que ex-marido premeditou morte de juíza no MT

    As investigações sobre a morte da juíza Glauciane Chaves de Melo, em Alto Taquari, a 500 quilômetros de Cuiabá (MT), foram concluídas pela Polícia Civil e entregues no final da tarde de quarta-feira para a Justiça. O ex-marido da magistrada, o enfermeiro Evanderly de Oliveira Lima, 43 anos, foi indiciado por homicídio duplamente […]

Por Editoria Delegados

 

 

As investigações sobre a morte da juíza Glauciane Chaves de Melo, em Alto Taquari, a 500 quilômetros de Cuiabá (MT), foram concluídas pela Polícia Civil e entregues no final da tarde de quarta-feira para a Justiça. O ex-marido da magistrada, o enfermeiro Evanderly de Oliveira Lima, 43 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe, com recurso que dificulte ou torne impossível à defesa da vítima. “No meu entendimento houve premeditação (do crime). Isso é um agravante no processo”, salientou o delegado responsável pelo caso, João Ferreira Borges Filho.

 

Glauciane foi morta com dois tiros na região da nuca dentro do Fórum da cidade, onde trabalhava, no dia 7 de junho. O ex-marido está preso desde a última segunda-feira na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. De acordo com o delegado, mesmo negando ter matado a juíza, Oliveira Lima confirmou que a arma usada no crime, um revólver calibre 38, foi adquirida depois da separação do casal.

 

No inquérito, o delegado ouviu dez pessoas, entre funcionários do Fórum, policiais que efetuaram a prisão, amigos próximos à juíza e uma pessoa que teria sido procurada pelo suspeito para comprar a arma. O enfermeiro foi interrogado logo após ser preso e se reservou no direito de permanecer calado e somente falar em juízo.

 

Durante a reconstituição de local de crime, no entanto, feita a pedido do Ministério Público, ele acabou dizendo informalmente ao delegado Arnaldo Agostinho Sottani, que na manhã do crime foi até o Fórum para conversar com a magistrada, pois discordava da separação e desejava retomar o casamento. Segundo Sottani, o enfermeiro contou que estava saindo do gabinete quando a juíza veio atrás e, então, sacou a arma e efetuou dois disparos que atingiram a nuca da magistrada.

 

“A partir daí ele diz não se lembrar de mais nada”, disse o delegado. “A que tudo indica, sacou a arma e a juíza foi se esconder atrás da mesa”, completou o delegado, que informou ainda que o corpo da magistrada foi encontrado próximo a mesa de trabalho. “Mas isso será melhor explicado ela perícia”, complementou.

 

Ainda a Sottani, o acusado disse estar arrependido e não se lembrar de muitos detalhes do crime. Ao sair do Fórum, o ex-marido falou que jogou a arma no canteiro, local onde o revólver calibre 38 foi encontrado pela polícia.

 

O casal

O casal era natural de Belo Horizonte (MG), não tinha filho e estava separado desde 10 de dezembro do ano passado. De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Lima entrou no gabinete da magistrada, ao qual tinha livre acesso, e teve início uma discussão. Logo depois foram ouvidos disparos. O suspeito fugiu correndo do local a pé. O segurança do Fórum chegou a persegui-lo e fazer alguns disparos na direção dele, mas o ex-marido se escondeu em um matagal.

 

Lima trabalhava como enfermeiro do Hospital Municipal de Alto Taquari. A magistrada Glauciane residia em Belo Horizonte (MG) até tomar posse como juíza em Mato Grosso, em 15 de junho de 2012. Ela ficou classificada em 20º lugar no concurso público e escolheu a Comarca de Alto Taquari por estar em franco desenvolvimento e, apesar disso, ser uma comarca tranquila.

 

Na data da posse, Glauciane ainda era casada. Na capital mineira, ela atuou como advogada e nos últimos anos trabalhou como assessora de um magistrado.

 

Terra

 

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