TRF autoriza transferência de ex-PRFs para presídio comum

O Tribunal Regional Federal da 5º região em Recife (TRF/5ª) – onde o caso Genivaldo Santos segue tramitando – autorizou a transferência dos três ex-policiais rodoviários federais – William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima – para um presídio comum. Os ex-agentes estão envolvidos na morte de Genivaldo Santos, em 25 […]

Por Editoria Delegados

O Tribunal Regional Federal da 5º região em Recife (TRF/5ª) – onde o caso Genivaldo Santos segue tramitando – autorizou a transferência dos três ex-policiais rodoviários federais – William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima – para um presídio comum.

Os ex-agentes estão envolvidos na morte de Genivaldo Santos, em 25 de maio do ano passado, após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Umbaúba, interior do estado.

Segundo o TRF/5ª, por meio do Ofício nº 2.043, que foi encaminhado ao Secretário de Segurança Pública do Estado de Sergipe, a desembargadora federal Joana Carolina colocou William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento (réus na ação penal de competência do júri nº 0800566-70.2022.4.05.8502) à disposição do Sistema Prisional do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc).

Na prática, os réus podem ser transferidos a qualquer momento do Presídio Militar de Sergipe (Presmil) – onde estão presos desde outubro do ano passado – para um presídio comum. “A magistrada solicitou que, no ato de transferência do Presmil e na escolha da unidade prisional de destino, fosse assegurada a adoção de todas as medidas necessárias à garantia da segurança e integridade física dos custodiados”, destacou a Justiça Federal.

Ainda de acordo com o TRF/5ª, a autorização considerou o pedido de transferência realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe, que alegou que a unidade prisional em que os réus estão passará por reformas a partir de janeiro de 2024, e o fato de que eles não mais integram o quadro de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Defesa dos ex-PRFs

Há dois dias advogados que representam os ex-Policiais Rodoviários tentaram impedir a transferência dos réus para um presídio comum alegando que a vida deles estaria sob forte risco em razão da repercussão do caso.

O que diz a defesa agora

A defesa do ex-agente Paulo Rodolpho Lima afirmou que vem numa verdadeira cruzada “para que o mesmo não seja transferido para um Presídio não militar, por ter servido como Policial Rodoviário Federal, ser bacharel em Direito, e ainda não ter sido julgado , além de ter comportamento exemplar no sistema prisional”. “A defesa entende que em sendo efetuada sua transferência para presídio comum sua vida e sua integridade estarão em sério risco, motivo pelo qual levaram ao conhecimento das autoridades judiciais, da imprensa, e da sociedade em geral, a humanitária necessidade de permanecerem no local em que se encontram custodiados (Presmil) à disposição da Justiça”, destaca.

A defesa de William Noia informou que foi contra esta transferência porque acredita ser um risco à integridade física dele, uma vez que foram anos de dedicação à atividade policial e não tem justificativa colocá-lo num ambiente com presos comuns. “Já impetramos um habeas corpus no STJ [Superior Tribunal de Justiça] contra essa decisão”, pontuou o advogado.

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

Veja mais

Reinterpretando os grupos criminosos com base na Lei de Antifacção

Por Placidina Pires e Adriano Sousa Costa

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato

Furto simples não tem mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança em furto simples
Veja mais

Ceder conta bancária “laranja”para prática de crime

04MAI26 --4
Mudanças ampliam penas para fraudes eletrônicas e passam a punir quem cede contas bancárias para práticas criminosas

Lei 15.397 aumenta penas de crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio

Governo Federal publicou, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397 foca, especialmente, na criminalidade moderna e nas infrações que afetam o cotidiano do cidadão, como o roubo de celulares e

Ameaça forjada do CV, interferências municipais e decisões atípicas: TJ afasta mais um juiz por suspeita de falhas graves

(MT) A corregedoria também investiga ataques verbais proferidos pelo magistrado contra autoridades locais e o uso indevido de sua escolta para fins particulares.

Delegado da Polícia Civil Guilherme Escobar morre no Piauí

(PI) Guilherme Escobar estava lotado na Delegacia Seccional de Oeiras e já havia atuado nas cidades de Pio IX, Gilbués e Picos.

Responder por crime de mesma natureza justifica prisão preventiva

A Prisão Preventiva em Casos de Reiteração Delitiva: Fundamentos Jurídicos e Aplicação Prática

Saudade, respeito e legado: 30 dias sem Steferson Nogueira

Delegado Steferson Nogueira | PCPB
Reconhecido por sua atuação firme, estratégica e humana, ele deixou marcas profundas na Polícia Civil da Paraíba e no cenário nacional.

Red Pill: O Direito não pune sentimentos, mas condutas, sim

Delegada Raquel Gallinati
Raquel Gallinati: Já não estamos diante de liberdade. Estamos diante de risco.
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.