Polícia Civil moderniza investigação virtual

SP: Atuação do delegado Guilherme Caselli Às vésperas do segundo turno, um eleitor de Itaquera, zona leste de São Paulo, decidiu publicar uma mensagem no Facebook: “Vou matar todos os fascistas na minha zona eleitoral”. Pouco depois, a ameaça foi detectada pelo delegado Guilherme Caselli, que atua em setor de Inteligência da Polícia Civil, monitorando […]

Por Editoria Delegados

SP: Atuação do delegado Guilherme Caselli

 

Às vésperas do segundo turno, um eleitor de Itaquera, zona leste de São Paulo, decidiu publicar uma mensagem no Facebook: “Vou matar todos os fascistas na minha zona eleitoral”. Pouco depois, a ameaça foi detectada pelo delegado Guilherme Caselli, que atua em setor de Inteligência da Polícia Civil, monitorando redes sociais.

Com base em dados disponíveis na rede, os investigadores conseguiram levantar outras informações, como o endereço do internauta. A delegacia da área foi acionada. No dia da votação, o rapaz foi monitorado de perto. Compareceu à urna e saiu sem atacar ninguém. Se tivesse tentado, havia policiais preparados para evitar o crime.

O episódio ilustra, na prática, a aplicação de uma técnica que tem sido usada pela Polícia Civil de São Paulo para prevenir delitos e mapear suspeitos: a “cerca eletrônica”. O método, também chamado de coleta em fonte aberta, permite acompanhar, em tempo real, informações de redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter.

Para isso, os agentes usam filtros de geolocalização, delimitando uma área específica, ou por palavras-chave, as tags. Nesse caso, se alguma postagem contiver um dos termos selecionados (“assalto”, “tiro”, “arma de fogo”, por exemplo), o policial recebe um alerta. “Não é um método intrusivo, a coleta é feita com informações que os próprios usuários disponibilizam”, explica Caselli. “A grande técnica é conseguir ‘minerar’ as informações.”

Na capital, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem um núcleo de inteligência que, entre as suas atribuições, monitora publicações na internet. Já Caselli integra a equipe da delegacia de Jacareí, no Vale do Paraíba. “Hoje, a informação de um crime chega mais rápido na rede social do que na delegacia”, afirma. “Se vejo um popular postando sobre um roubo na rua dele, imediatamente consigo acionar a Polícia Militar.”

O delegado vai abordar o tema no Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade (IACC), que ocorrerá na segunda e na terça-feira, em São Paulo. A iniciativa é de sindicatos e associações de delegados das Polícias Civil e Federal de São Paulo. O evento também vai discutir combate a crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro, além de novas tecnologias de segurança.

Aplicações

Informações de redes sociais servem, ainda, para outras fases da atividade policial, entre elas na identificação de autores de crimes. Neste ano, por exemplo, investigadores do 14.º Distrito Policial (Pinheiros) conseguiram obter mandado de prisão contra um suspeito de praticar uma série de assaltos na Vila Olímpia, após cruzar filmagens de câmeras de segurança com fotos dele no Facebook. Nas imagens, ele estaria com as mesmas roupas, segundo investigadores.

Para Rafael Velasquez, gerente regional da TechBiz Forense Digital, empresa especializada em tecnologia contra cibercrimes, o uso desses dados é uma tendência “irreversível”. “Na Inglaterra, há estudo que aponta que 85% das investigações envolvem informações digitais”, diz. “Hoje, há celulares apreendidos com 80 mil fotos. Parte do desafio da polícia é analisar esses dados, trabalho que, sem aplicação de tecnologia adequada, pode durar meses.”

Já para extrair dados restritos, como mensagens de WhatsApp, é preciso de autorização da Justiça. Foi assim que a polícia descobriu os autores do crime contra a policial militar Juliane Duarte, morta em Paraisópolis, em agosto.

Outro caso emblemático é o da chacina de Osasco e Barueri, ocorrida em 2015. Em março, o Tribunal do Júri condenou um dos réus, o PM Victor Cristilder, a 119 anos de prisão: a principal prova contra ele era uma troca de “joinhas” no WhatsApp em horas que coincidiam com o início e o fim dos ataques.

As mensagens haviam sido apagadas do aparelho, mas foram recuperadas pela polícia. A defesa recorreu da sentença, sob argumento de que a prova havia sido produzida sem autorização judicial. Recentemente, uma procuradora de Justiça recomendou que o PM seja a absolvido em segunda instância.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

Veja mais

“É mais seguro entregar celular nos Correios, pois não se sabe que tipo de delegado tem na delegacia”, afirma Lula

Associações criticam fala de Lula sobre “medo” de delegacias em devolução de celulares

Solidariedade, Respeito e Reconhecimento: Portal Nacional dos Delegados apoia delegado Charles Pessoa

Portal Nacional dos Delegados enaltece a atuação firme da Polícia Civil do Piauí no enfrentamento à criminalidade e na proteção dos cidadãos. Informar a sociedade sobre operações policiais é um

“É direito da população saber”, diz delegado-geral do PI após MP questionar publicações policiais

(PI) A divulgação de prisões e operações fortalece a segurança pública, auxilia investigações e desestimula a prática criminosa

Lei 15.410 cria nova modalidade de tortura

Por Francisco Sannini e Eduardo Cabette

Jacqueline Valadares é aprovada, pela 2ª vez, na Lista das Melhores Delegadas de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Tania Prado é aprovada, pela 8ª vez, na Lista das Melhores Delegadas de Polícia do Brasil! Censo 2026

A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

A Terminologia “Operação Policial” no Âmbito das Polícias Judiciárias: Delimitação Conceitual a partir da Análise Normativa Comparada

Por Joaquim Leitão Júnior, Denize dos Santos Ortiz e Bárbara Lopes Gomes
Veja mais

Polícia Civil da Paraíba prende sobrinho que tentou matar tios em disputa de terrenos

26MAI26 - (1)
(PB) O sobrinho é investigado por diversos episódios de violência contra familiares, incluindo três tentativas de homicídio contra os tios

Francini Ibrahin é aprovada, pela 5ª vez, na Lista das Melhores Delegadas de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 FRANCINI IBRAHIN
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

PF lança consulta externa para verificação de documentos emitidos aos CACs

21MAI26 -
Iniciativa da instituição amplia a segurança e a confiabilidade na conferência documental

Secretário de Segurança do Piauí visita Sindicato dos Delegados de Polícia

(PI) Presidente do SINDEPOL/PI, Higgo Martins e demais delegados recepcionaram o secretário de segurança Antônio Luiz

Novas leis endurecem combate à violência doméstica e ampliam proteção às mulheres

21MAI26 - (1)
Por Francini Imene Dias Ibrahin

Humberto Teófilo segue, pela 2ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 HUMBERTO TEÓFILO
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Adepol/MA solicita adoção de critérios objetivos para garantir maior igualdade nas designações da Polícia Civil

18MAI26 -
(MA) De acordo com o presidente da Adepol/MA, Dr. Marcio Dominici, o objetivo é estimular a construção de mecanismos que fortaleçam a igualdade interna e reduzam percepções de favorecimento.
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.