Delegado encaminha a Joaquim Barbosa denúncia contra Juiz suspeito de racismo

O delegado da Polícia Civil, Daniel Rozão Vendramel, enviou um ofício ao Conselho Nacional de Justiça denunciando o juiz Alexandre Delicato Pampado, do município de Campo Novo dos Parecis, por injúria racial. De acordo com o delegado, o magistrado teria ofendido um funcionário do condomínio Bonavita, ao ao chamá-lo de “zelador de merda” e […]

Por Editoria Delegados

 

O delegado da Polícia Civil, Daniel Rozão Vendramel, enviou um ofício ao Conselho Nacional de Justiça denunciando o juiz Alexandre Delicato Pampado, do município de Campo Novo dos Parecis, por injúria racial. De acordo com o delegado, o magistrado teria ofendido um funcionário do condomínio Bonavita, ao ao chamá-lo de “zelador de merda” e perguntar: “como uma pessoa da sua cor consegue resolver as coisas?”, destaca o documento.

 

A situação teria ocorrido no último sábado (31), após o magistrado ser impedido pelo zelador, Haino Fábio Siqueira Pinheiro, de entrar no condomínio, ainda em construção.

 

Conforme informações apuradas pelo RepórterMT, o Tribunal de justiça de Mato Grosso teria se recusado a receber a denúncia, portanto o delegado resolveu recorrer ao CNJ, com o objetivo de não deixar a questão de injúria racial, considerada crime, passar sem qualquer penalidade ao juiz.

 

De acordo com a denúncia, ao ser impedido de entrar na construção, o magistrado tentou impedir a entrada dos moradores, estacionando seu carro em frente ao portão de entrada e irritado teria ofendido o zelador.

 

De acordo com a ata do condomínio, o juiz foi imobilizado de forma técnica, com o golpe conhecido como “gravata”. Após o golpe de imobilização, o magistrado teria ficado mais irritado.

 

Já conforme uma denúncia encaminhada ao RepórterMT, após o golpe de imobilização o magistrado teria tentado ‘comprar’ testemunhas a seu favor. O juiz teria dito aos operários que é muito rico e que o limite da sua conta bancária é de R$ 100 mil.

 

O condomínio vertical Bonavita, localizado no Bosque da Saúde, conta com torres já construídas e outras ainda em construção.

 

DELEGADOS TENTARAM ACALMAR

 

Conforme um comunicado de um delegado, que não quis se identificar, Daniel e Gustavo tentaram acalmar o magistrado durante o ataque de fúria na frente do condomínio.

 

No relato, Daniel chegou de oferecer estadia ao magistrado em seu apartamento, enquanto o engenheiro responsável não chegasse. Já que a visita da torre em construção só seria permitida com a companhia do profissional responsável pela obra.

 

Alexandre não teria aceitado o convite e teria começado a ofender todos em sua volta, porém foi contido pelo delegado.

 

OUTRO LADO

 

Em uma nota enviada ao RepórterMT, a assessoria de imprensa da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), afirmou que o magistrado foi vítima de uma agressão física covarde. Alexandre negou qualquer distrato a funcionários do Bonavita, porém reconheceu estar ‘tenso’.

 

Segundo ele, os delegados Daniel e Gustavo chegaram ao local de forma agressiva, mesmo se apresentando como o juiz, os dois o agrediram.

 

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

 

Esclarecimento

Juiz afirma que foi vítima de agressão covarde. Com respeito à notícia divulgada neste veículo, a respeito da agressão física sofrida pelo juiz Alexandre Pampado, da Comarca de Campo Novo do Parecis, no último sábado (31), em condomínio de Cuiabá, o magistrado presta os seguintes esclarecimentos:

1-) O incidente ocorreu devido a não autorização para o acesso do juiz, que é condômino do Edifício, ao apartamento de sua propriedade.

2-) Não houve por parte do magistrado nenhum distrato dirigido a qualquer funcionário do Condomínio, apesar da reconhecida tensão em que se encontrava.

3-) Na discussão ocorrida, na entrada do condomínio, os delegados chegaram ao local de forma agressiva. O juiz se apresentou como magistrado, o que não evitou as agressões físicas contra ele. O juiz Alexandre Pampado lamenta profundamente a ocorrência, considerada por ele descabida entre quaisquer cidadãos, ainda mais entre autoridades públicas. Entretanto, ressalta que foi vítima de uma agressão covarde, o que será comprovado em processos competentes.

ALEXANDRE PAMPADO Juiz de Direito

 

Confira o documento encaminhado pelo delegado da Polícia Civil, Daniel Rozão Vendramel, ao CNJ:

 

 

 

 

Repórter MT

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