Delegado desabafa em redes sociais contra perseguição do Estado a policiais

MS: Polícia para investigar a polícia gera revolta, ganha forma e tem endereço Corumbá (MS) – O delegado de Polícia Civil Valmir Messias de Moura Fé, atualmente em Campo Grande, mas que já trabalhou por mais de seis anos em Corumbá, desabafou em redes sociais após veiculação de matérias em que o Estado vai investir […]

Por Editoria Delegados

MS: Polícia para investigar a polícia gera revolta, ganha forma e tem endereço

Corumbá (MS) – O delegado de Polícia Civil Valmir Messias de Moura Fé, atualmente em Campo Grande, mas que já trabalhou por mais de seis anos em Corumbá, desabafou em redes sociais após veiculação de matérias em que o Estado vai investir na corregedoria de polícia criando organismo que vão investigar as ações dos próprios policiais. Moura fé já atuou nesta área de Fronteira é autor de livros, estudante de psicologia, professor e desvendou, como delegado um dos casos mais revoltantes de latrocínio desta região, quando prendeu onze pessoas envolvidas no roubo de três aeronaves da Ocorema Taxi Aéreo, e no assassinato do piloto Luis Fernandes de Carvalho.

A matéria divulgada no site Campo Grande News nesta manhã de quarta-feira,24 de Março, causou polemica entre a categoria, “ uma comissão do CNMP ( Conselho Nacional do Ministério Público) virá à Capital para discutir o projeto do “MP no enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial” e a implementação das visitas às delegacias e órgãos de perícia. A reunião será na sede da Procuradoria-Geral de Justiça.

A inciativa é para combater o “auto de resistência seguido de morte”. O objetivo é que toda ação estatal que resulte em óbito tenha específica investigação policial. O projeto inclui a criação de um banco de dados pelo CNMP sobre esses óbitos.

Serão obrigatórias informações como: nome da vítima, data e horário do fato, município, nome dos policiais envolvidos, local de trabalho, número do respectivo inquérito policial, se foi feita a comunicação imediata ao Ministério Público, se o delegado de polícia compareceu pessoalmente ao local do fato, se foi realizada a perícia no local, se foi realizada a necrópsia, situação do Inquérito Policial (em diligências, arquivado ou denunciado). O sistema deve ser alimentado pelos Ministérios Públicos. O primeiro relatório será extraído em julho.

De olho – Neste mês, o MPE criou o Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial). Os promotores podem visitar, a qualquer tempo, as delegacias, os distritos policiais, casas de custódia provisória, unidades militares e respectivas carceragens. O Ministério Público também poderá requisitar à autoridade competente a instauração de inquérito sobre a omissão ou fato ilícito ocorrido no exercício da atividade policial.

Desabafo

Diante destas noticias o desabafo do delegado chegou a comover os amigos das redes sociais e pode ser o início de um grande problema no Estado de Mato Grosso do Sul, “ Desisto. Não valeu a pena. Me aposentem.15 anos prendendo bandido, fazendo justiça, madrugadas sem dormir, família prejudicada, etc. Polícia perseguida dá ibope a políticos e ignorantes. Policiais mortos em confronto contra bandidos não interessa a ninguém. A família que fique com a dor, incompreensão e injustiça. ADEUS. Meu mister foi um fracasso. Quis lutar contra a criminalidade e errei; bandido é que tem razão no Brasil. Tudo e todos contra a Polícia, já que somos o mal da sociedade, do mundo, do planeta. Apesar de existir desde o início da civilização, e agora valorizada e respeitada em país do Primeiro Mundo, aqui somos atacados com ilegalidades, controle disso e daquilo, afronta à lei, a tudo. FIQUEM COM OS BANDIDOS, LEVEM PRA CASA, DÃO CAFEZINHO, E OS TRATE COMO “VÍTIMAS”. Um dia chamarão a Polícia para lhes defender. FIM…FOI ABERTA A PORTA DO CAOS…Até um dia desse e que DEUS nos proteja das injustiças humanas” ..Pela nota percebe-se a formação de nuvens negras no nosso estado.

 

Capital do Pantanal

 

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