Delegadas dominam casos de repercussão em MG

    A proporção numérica ainda é desigual. A Polícia Civil de Minas Gerais conta, atualmente, com terço de mulheres ocupando cargos de delegado no Estado. Mas, quando o assunto são investigações grandes e casos complexos, a situação se equilibra.   Clique AQUI e veja galeria completa de fotos das delegadas!   É cada vez […]

Por Editoria Delegados

 

 

A proporção numérica ainda é desigual. A Polícia Civil de Minas Gerais conta, atualmente, com terço de mulheres ocupando cargos de delegado no Estado. Mas, quando o assunto são investigações grandes e casos complexos, a situação se equilibra.

 

Clique AQUI e veja galeria completa de fotos das delegadas!

 

É cada vez mais comum observar mulheres no comando de casos de interesse público em Minas. Segundo a delegada Alessandra Wilke, uma das responsáveis pelo caso que investiga o desaparecimento e a morte da ex-modelo Eliza Samudio, em 2010, até mesmo alguns suspeitos ainda se espantam quando se deparam com elas.

 

— Eu acho que eles (os presos) se sentem até surpreendidos pela questão de ser mulher, mas, sinceramente, ninguém nunca faltou o respeito comigo.
 
Apesar de ter sido figura de destaque no caso que, até hoje, divide opiniões, como é o de Eliza, Alessandra elege outra investigação como a que mais marcou sua carreira. Para ela, a prisão do traficante Bruno Rodrigues de Souza, o Quen Quen, um dos criminosos mais procurados do Estado na época, foi recompensador. Ele foi detido, segundo a delegada, após atirar em três policiais que estavam sob seu comando em um intervalo de 15 dias.
 
— Pra mim foi questão de honra, tínhamos que mostrar para a sociedade que este tipo de coisa não pode se repetir. O caso parou minha delegacia. Me senti vingada quando o prendemos.
 
Serial Killer

 

Delegada há 19 anos, 13 deles à frente da Delegacia de Referência da Pessoa Desaparecida, Cristina Coelli chefia uma equipe de cerca de 40 pessoas, entre psicólogos, assistentes sociais, investigadores, entre outros.
 
Das quase duas décadas no cargo de delegada, Cristina elege um caso com toques de crueldade como o mais marcante de sua carreira.
 
O desaparecimento de seis taxistas, moradores de cidades diferentes, no início dos anos 2000, segundo ela, foi extremamente desafiador.
 
— Foi um serial de latrocínio (roubo seguido de morte). Me marcou em razão da complexidade, do tamanho da investigação, mas no final conseguimos prender o autor.
 
As vítimas, das cidades de Porteirinha, Inhapim, Joao Pinheiro, Belo Horizonte, Lassance e Pouso Alegre foram encontradas no interior de São Paulo. Todas elas teriam sido mortas pelo mesmo homem, Anestor Bezerra de Lima, preso em 2004.

Outros Casos

 

Além destes, outras duas investigações de casos que chocaram a sociedade também são conduzidas por mulheres. Graziella Lucindo, da 1a Delegacia de Nova Lima, é uma das responsáveis por apurar o atropelamento coletivo que matou um homem na porta de uma boate em Nova Lima, juntamente com a delegada Rosângela de Sousa, do Departamento de Trânsito (Detran).
 
Margareth Rocha, da Delegacia de Mulheres, foi a responsável por apurar as denúncias contra Pedro Meyer, homem que ficou conhecido como “Maníaco do Anchieta” e é suspeito de ter abusado sexualmente de várias mulheres na década de 1990.
 
Para Alessandra, a melhora no equilíbrio emocional tem ajudado as delegadas a crescer na corporação.
 
— Precisa da cabeça, da inteligência. Mulheres são organizadas e conseguem fazer essas investigações com a mesma qualidade ou até melhor.
 
R7

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