‘Promotores já entraram no caso com um culpado no bolso’, afirma delegado

    O delegado Thiago Dias, da Comissão Investigadora do Crime Organizado, e que agora está na presidência do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Piauí, afirmou que irá entrar com as medidas cabíveis para responsabilizar os promotores Uiraci Rocha e Eliardo Cabral, pela forma errônea e precipitada com que conduziram o caso Fernanda […]

Por Editoria Delegados

 

 

O delegado Thiago Dias, da Comissão Investigadora do Crime Organizado, e que agora está na presidência do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Piauí, afirmou que irá entrar com as medidas cabíveis para responsabilizar os promotores Uiraci Rocha e Eliardo Cabral, pela forma errônea e precipitada com que conduziram o caso Fernanda Lages durante esse um ano. Segundo ele, os promotores entraram na investigação com um “culpado no bolso” e “manipularam a população” do Piauí a respeito desde caso.

Em entrevista ao programa Bom Dia Meio Norte, o delegado questiona o porque dos promotores terem direcionado a opinião da polícia e da população em torno de uma só pessoa. “Os promotores entraram nesta investigação com um culpado no bolso, e agora não tem coragem de chegar e dizer que esse culpado, citado de forma indireta, não teve nenhum relacionamento com essa garota e nem motivação para matá-la, tudo por conta daquela história do ‘meu engenheiro’. Eu gostaria que eles tivessem a humildade de vir a público e dizer isso”, declarou.

A pessoa a quem o delegado se refere seria o engenheiro e empresário Jivago Castro, pessoa que por diversas vezes já foi descartada do envolvimento com a jovem. E o delegado acrescenta mais. “A população foi manipulada, assim como tentaram fazer com a polícia civil. Não concluímos a nossa investigação porque o Ministério Público não deixou, com insinuações e afirmações de que não seriam concedidos novos prazos. Coisas que estão gravadas em uma coletânea que temos de mais de 300 entrevistas”, disse.

O delegado contestou ainda a recorrente afirmação dos promotores de que o local não havia sido preservado, e daí, se perdido evidencias da investigação. “A responsabilidade de se preservar o local do crime é de quem primeiro chega. E pode se ver que antes mesmo da perícia chegar, já haviam jornalistas, pedreiros e a própria polícia militar. Além disso, por mais que se tenha tentado esconder provas, é fato que ao tentar apagar uma prova uma nova se produz. Vejamos os exemplos, no caso Eliza Samudio o local não foi preservado. No caso Elize Matsunaga, também não. Então isso não é determinante”, disse.

 

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