Coronel que deu carteirada em blitz é indiciado pela polícia no ES

  Terminou, nesta quinta-feira (20), o inquérito que investigava o caso do tenente coronel José Dirceu Pereira, flagrado tentando furar uma blitz da Lei Seca, na Avenida Nossa Senhora da Penha, em Vitória. De acordo com a corregedoria da Polícia Militar, além do tenente, outros três soldados foram indiciados por infração disciplinar e penal.   […]

Por Editoria Delegados

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Terminou, nesta quinta-feira (20), o inquérito que investigava o caso do tenente coronel José Dirceu Pereira, flagrado tentando furar uma blitz da Lei Seca, na Avenida Nossa Senhora da Penha, em Vitória. De acordo com a corregedoria da Polícia Militar, além do tenente, outros três soldados foram indiciados por infração disciplinar e penal.

 

De acordo com  o coronel Ilton Gomes, corregedor da PM, Dirceu vai responder por ter agido de forma inadequada durante a abordagem, usando palavras de baixo calão e por ter deixado o local. Já os outros três oficiais que foram chamados para dar seguimento à operação, vão responder por não terem encaminhado o caso corretamente para a corregedoria da PM.

 

O corregedor informou que os soldados que abordaram José Dirceu, não serão punidos. Ainda de acordo com Gomes, todos os indiciados não vão ser afastados do cargo, até instância judicial. ” Eles vão ser julgados da forma devida e enquanto não sair o resultado desse julgamento, tanto criminal, quanto disciplnar, eles vão continuar trabalhando normalmente”, disse o corregedor.

 

O tenente coronel José Dirceu Pereira foi parado em uma blitz da Lei Seca, em outubro do último ano. Após ser abordado,  José Dirceu tentou dar uma carteirada no policial, alegando pertencer a uma alta patente da corporação. Logo depois, ele foi afastado do cargo de assessor jurídico da comandante geral da Polícia Militar, e deslocado para uma chefia administrativa. Depois de se negar a passar pela fiscalização, o tenente ainda  foi ao Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) e denunciou os policiais que o abordou, alegando ter sido humilhado.

 

Nas imagens gravadas pelos próprios policias que o abordaram, o tente questiona um dos soldados: “Você sabe que eu sou coronel da polícia, né? Vocês querem me ferrar?”. Segundo policiais militares, o tenente-coronel não estava cumprindo serviço, tinha acabado de sair do estacionamento de um boate e foi abordado. Eles suspeitaram que ele estivesse embriagado e  solicitaram a documentação, que foi negada. Minutos depois da abordagem, o responsável pela blitz ligou para o Ciodes. No áudio, o diálogo aponta que o tenente-coronel deixou o local da blitz e uma ocorrência feita contra ele acabou sendo cancelada por determinação de um major da Polícia Militar.

 

Leia os diálogos registrados pelo Ciodes

Policial: O tenente-coronel parou na fiscalização, parou não né, abordaram ele. Tenente-coronel Dirceu.
Major: Coronel Dirceu? Tô sabendo não, fala aonde foi isso?
Policial: Foi na Reta da Penha saindo da boate São Firmino. O sargento pediu a identificação dele, e ele só entregou a carteira de polícia. Aí o sargento devolveu a carteira para ele. Ele pegou o carro e foi embora, chapadão e não parou nem nada, deixou até os amigos para trás. Aí eu pedi para ele lançar no relatório dele e eu no meu relatório, se ele inverter a situação depois de bom é complicado.
Major: Qual foi a irregularidade que aconteceu?
Policial: O sargento pediu o documento do carro e a habilitação, mas o coronel entregou a identidade e falou que ele era coronel e que estava, tipo assim, como ele é da corporação ele não deveria ter sido parado, a partir do momento que ele falou que era coronel. O sargento falou que a gente estava na fiscalização e que a determinação era abordar todos os condutores que passarem por aqui, ‘o senhor passou, pedi o documento e você me entregou só a identidade’.
 Major: Eu oriento a você, ligar para seu subcomando ou comandante do batalhão, pegar a orientação com eles. Por que para eu comunicar aqui, não tem nem ocorrência, não tem nada, fica complicado. Aqui eu vou fazer uma CI tal, ligar para corregedoria e tudo mais. Acho que o batalhão tem como administrar essa situação da melhor maneira possível entendeu?
 Policial: estou ligando para cancelar o número de uma ocorrência que eu gerei.
Ciodes: qual motivo?
Policial: foi uma ocorrência de abordagem que eu pedi para gerar.
Ciodes: mas por que você quer cancelar?
Policial: foi um determinação do major aqui que não há necessidade de ser gerado essa ocorrência.
Ciodes: foi qual major?
Policial: major Bongestab
Ciodes: ah tá. Então cancelar a ocorrência por determinação dele por achar que não deveria ter sido gerada né?
Policial: é

G1

 

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