Quadrilhas aplicam ‘golpe do mecânico’ nas ruas do RJ

Os bandidos abordam motoristas dizendo que o carro tem um problema mecânico – o que não é verdade. Logo em seguida, simulam o conserto do veículo, quase sempre apenas religando o cabo da bateria, e cobram pelo ‘serviço’. O contador Antônio Feitosa dirigia na Avenida Brasil no dia 8 de fevereiro quando ouviu um barulho […]

Por Editoria Delegados

Os bandidos abordam motoristas dizendo que o carro tem um problema mecânico – o que não é verdade. Logo em seguida, simulam o conserto do veículo, quase sempre apenas religando o cabo da bateria, e cobram pelo ‘serviço’.

O contador Antônio Feitosa dirigia na Avenida Brasil no dia 8 de fevereiro quando ouviu um barulho fora do carro, como se uma peça estivesse frouxa.

“Aquilo balançou o carro e me assustou. Só que, no momento, olhei pelo retrovisor e não vi nenhum problema”.

Logo depois, ele ficou preso em um engarrafamento.

“Nesse momento, um cara passa, olha para mim, faz um sinal dizendo que uma peça havia caído do carro. Foi quando eu estacionei”.

Nesse momento, uma outra pessoa se aproximou, identificando-se como funcionário da montadora do carro de Feitosa.

“Ele pediu para eu abrir a tampa do motor para mostrar o defeito do carro. Quando abri, ele disse que o problema era o módulo da ignição eletrônica. Nesse momento, ele soltou um cabo – aí, sim, o carro passou a ter um problema”.

Segundo Feitosa, o homem aparentava ter 30 anos e era muito bem articulado. Ele convenceu a vítima a segui-lo para encontrar uma peça substituta para o carro – tudo mentira.

“Ele retornou com uma peça que não era necessária e voltou a abrir a tampa do motor – só que, nesse momento, tudo o que ele fez foi ligar o cabo da bateria, que com certeza é o que ele havia desligado antes. A peça era só fingimento”.

Pelo serviço desncessário, o homem cobrou R$ 3.998,00 pela peça.

“Ele me acompanhou até o banco, onde saquei R$ 4,5 mil. Ele ficou com o dinheiro inteiro – disse que a diferença era o serviço, a mão de obra”.

Nas redes sociais, o Bom Dia Rio encontrou relatos de vítimas do mesmo golpe:

“Já deram esse golpe no meu pai. Levam você em uma oficina, oferecem ajuda, cobram caríssimo pelo serviço supostamente feito no carro e, quando você sai, sacam seu dinheiro”.

“Aconteceu com meu marido, na Rua Maxwell. Sorte que nosso mecânico fica bem próximo e ele se desvencilhou da quadrilha”.

“Meu irmão perdeu R$ 1,8 mil com esse golpe em Maricá”.

O número de estelionatos está crescendo nos últimos anos. Em 2020, foram 48.552 casos. em 2021, houve 70.073 registros – um aumento de 44,3%, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

g1

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