Polícia Civil do Rio desmantela ‘call center do falso empréstimo’ e precisa de ônibus para levar presos

RJ: Segundo as investigações, os valores dos golpes variavam entre R$ 300 e R$ 80 mil. Eles usavam cartilha que orientava a conduta na hora de ligar para as vítimas. A Polícia Civil prendeu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, na noite da última terça-feira (4), 14 pessoas que fariam parte de uma […]

Por Editoria Delegados

RJ: Segundo as investigações, os valores dos golpes variavam entre R$ 300 e R$ 80 mil. Eles usavam cartilha que orientava a conduta na hora de ligar para as vítimas.


A Polícia Civil prendeu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, na noite da última terça-feira (4), 14 pessoas que fariam parte de uma quadrilha que aplicava o golpe do crédito consignado. Os criminosos ligavam fingindo que eram do banco e pegavam os dados pessoais das vítimas. Com eles, faziam empréstimos e ficavam com o dinheiro. Um ônibus foi usado para transportar os suspeitos.

De acordo com os agentes da 75ª DP (Rio do Ouro), os envolvidos vão responder por associação criminosa. A Justiça estipulou fiança de R$ 3 mil para cada um.

Segundo a polícia, os estelionatários entravam em contato com as vítimas com a informação de que elas tinham caído no golpe do falso empréstimo. E que, para cancelá-lo, eram necessários documentos e fotos.

As vítimas passavam e, com as informações, os dados eram usados para contrair os empréstimos em nome das vítimas, mas o dinheiro ficava com a quadrilha.

A delegacia espera que mais vítimas entrem em contato para fazer a representação pelo crime de estelionato.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo aplicaria golpes em vítimas de outros estados, como Paraná e Minas Gerais. As principais vítimas eram idosos.

“Nós descobrimos que a empresa antigamente era situada em Belo Horizonte, ela estava atualmente sediada aqui, aí fizemos uma operação lá, aí nós fomos no nono andar, conseguimos pegar duas empresas em funcionamento”, afirmou o delegado Jorge Maranhão.

A quadrilha alugava salas que funcionavam como centrais para aplicação do golpe. Eles também utilizavam uma cartilha que orientava como as vítimas deveriam ser abordadas. O delegado acredita que o grupo fazia entre 10 e 20 vítimas por dia.

“Eles trabalham como sistema de call center, com várias salinhas. E cada atendente em uma”, disse Maranhão.

Segundo as investigações, os valores dos golpes variavam entre R$ 300 e R$ 80 mil. Trinta computadores foram apreendidos. Documentos também foram levados. Todo o material ainda passará por uma perícia.

“Isso aqui sirva até de orientação para que as pessoas não fornecerem nenhum tipo de documento, quando for solicitado, de qualquer banco. Se tiver qualquer dúvida, ligue para o gerente, vá ao banco. Jamais mande foto da identidade para qualquer local”, finalizou o delegado.

g1

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