O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), atualmente candidato ao Senado Federal, é um dos alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (6). A investigação apura a suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.
A apuração tem como foco um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi, relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.
Além de Mauro Mendes, dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e um parlamentar também figuram entre os investigados. Mandados judiciais também são cumpridos na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e em um escritório de advocacia localizado no Edifício Maruanã, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA, em Cuiabá.
Mauro Mendes deixou o comando do Governo de Mato Grosso no final de março deste ano para viabilizar sua candidatura ao Senado. Ao todo, foram expedidas 25 ordens judiciais de busca e apreensão pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para cumprimento nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
Um dos mandados foi cumprido na residência do ex-governador, localizada no Condomínio Alphaville 1, em Cuiabá. Durante a operação, seu passaporte foi apreendido como parte das medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Além das buscas e apreensões, foram autorizadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até o limite aproximado de R$ 316 milhões, proibição de saída do país mediante recolhimento dos passaportes, proibição de contato entre os investigados e outras medidas cautelares.
De acordo com as investigações, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões. Segundo a Polícia Federal, o suposto esquema teria utilizado uma estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.
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