Palestras sobre influência da mídia e interrogatório audiovisual encerram II Congresso Nacional dos Delegados de Polícia em MS

MS: Com palestras do Delegado de Polícia Federal, Eduardo Fontes, e do Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Carlos Delano, Com palestras do Delegado de Polícia Federal, Eduardo Fontes (imagem) e do Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Carlos Delano, os trabalhos do II Congresso Nacional dos Delegados de Polícia em […]

Por Editoria Delegados

MS: Com palestras do Delegado de Polícia Federal, Eduardo Fontes, e do Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Carlos Delano,

 

Com palestras do Delegado de Polícia Federal, Eduardo Fontes (imagem) e do Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Carlos Delano, os trabalhos do II Congresso Nacional dos Delegados de Polícia em MS foram concluídos na tarde desta sexta-feira (31), em Bonito (MS). O evento teve início na quinta-feira (30) e recebeu cerca de 130 delegados de polícia de todo o País, além de demais instituições da justiça e segurança pública.

Eduardo Fontes falou sobre os “Aspectos Criminológicos da Influência da Mídia na Investigação Criminal em Casos de Repercussão Internacional que Demandam Colheita Probatória Tecnológica”. Ele abordou o caso de grande repercussão na mídia, das mortes do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho do ano passado. O delegado deu detalhes das investigações e dos desafios sobre o caso.

O delegado Carlos Delano, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios (DEH), em Campo Grande (MS), abordou o tema da “Relevância probatória do interrogatório policial audiovisual no crime de homicídio”. Em sua palestra, destacou a importância das gravações de depoimentos para a comprovação dos fatos e da forma como conduzir o interrogatório, sem julgamentos, mas conquistando a confiança do interrogado.


Ao final do evento, foi feita a leitura da Carta de Intenção de MS, com os principais pontos discutidos no congresso, como forma de incentivar a busca contínua de melhorias no trabalho da polícia judiciária.
Confira os pontos destacados na carta:

1) O fortalecimento das atribuições do Delegado de Polícia e das próprias Polícias Civil e Federal pressupõe o aumento exponencial dos investimentos em material humano, em tecnologia e em inteligência.

2) Para o efetivo enfrentamento ao crime organizado, é necessária a difusão interna de ferramentas tecnológicas de investigação e do conhecimento sobre as múltiplas metodologias investigativas.

3) É essencial fomentar o compartilhamento racional e estratégico de informações entre as instituições envolvidas direta ou indiretamente na Segurança Pública e Persecução Penal com a finalidade de uniformizar o combate às organizações criminosas de envergadura nacional.

4) É imperativa a uniformização de metodologias de mensuração de índices de resolutividade de crimes pelas Polícias Judiciárias, evitando-se a difusão de informações falsas e tendenciosas sobre a efetividade do trabalho realizado pelas Polícias Judiciárias brasileiras.

5) O Delegado de Polícia deve se preocupar com a validade da prova e não apenas com o conteúdo probatório, evitando-se nulidades.

6) É imperioso fomentar, por meio de redes nacionais, a compilação de informações mínimas sobre criminalidade organizada, garantindo-se a compartimentação daquelas que possam prejudicar investigações em curso.

7) O Delegado de Polícia, em face de sua capacidade técnico-jurídica e de sua posição estratégica no sistema de Segurança Publica e de Persecução Penal brasileiro, deve ter papel ativo na formatação de políticas públicas de segurança pública no Brasil.

8) O adequado enfrentamento ao crime cibernético pressupõe a criação, pelas Polícias Civis, de Cyber Labs e de delegacias especializadas.

9) Urge-se impulsionar alterações legislativas no sentido de se corrigirem distorções normativas e de se evoluir no arcabouço legal-procedimental acerca de ilícitos virtuais.

10) É fundamental a capacitação do Delegado de Polícia para a divulgação estratégica dos trabalhos policiais na imprensa, fortalecendo a imagem das Polícias Judiciárias junto à população.

 

Adepol MS

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

Veja mais

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato

Furto simples não tem mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança em furto simples

Ceder conta bancária “laranja”para prática de crime

Mudanças ampliam penas para fraudes eletrônicas e passam a punir quem cede contas bancárias para práticas criminosas
Veja mais

Lei 15.397 aumenta penas de crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio

Governo Federal publicou, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397 foca, especialmente, na criminalidade moderna e nas infrações que afetam o cotidiano do cidadão, como o roubo de celulares e

Ameaça forjada do CV, interferências municipais e decisões atípicas: TJ afasta mais um juiz por suspeita de falhas graves

(MT) A corregedoria também investiga ataques verbais proferidos pelo magistrado contra autoridades locais e o uso indevido de sua escolta para fins particulares.

Delegado da Polícia Civil Guilherme Escobar morre no Piauí

(PI) Guilherme Escobar estava lotado na Delegacia Seccional de Oeiras e já havia atuado nas cidades de Pio IX, Gilbués e Picos.

Responder por crime de mesma natureza justifica prisão preventiva

A Prisão Preventiva em Casos de Reiteração Delitiva: Fundamentos Jurídicos e Aplicação Prática

Saudade, respeito e legado: 30 dias sem Steferson Nogueira

Delegado Steferson Nogueira | PCPB
Reconhecido por sua atuação firme, estratégica e humana, ele deixou marcas profundas na Polícia Civil da Paraíba e no cenário nacional.

Red Pill: O Direito não pune sentimentos, mas condutas, sim

Delegada Raquel Gallinati
Raquel Gallinati: Já não estamos diante de liberdade. Estamos diante de risco.

Advogada é presa em flagrante após criticar delegado nas redes sociais e chamá-lo de “doente mental”

(GO) Advogada Áricka Cunha foi detida após publicar despacho policial e questionar, nas redes, a decisão que encerrou ocorrência registrada por ela
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.