Orgulho de ser policial – uma breve reflexão, por Rogério Antonio Lopes

  “Quando erram nós não os perdoamos, somos frequentemente implacáveis com eles, até que num fim de semana qualquer, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia.   Eles são a linha de frente da democracia, para além de manter a ordem sua função é garantir a nossa liberdade. Há coisas que consideramos certas […]

Por Editoria Delegados

 

“Quando erram nós não os perdoamos, somos frequentemente implacáveis com eles, até que num fim de semana qualquer, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia.

 

Eles são a linha de frente da democracia, para além de manter a ordem sua função é garantir a nossa liberdade.

Há coisas que consideramos certas como o ar que se respira, e que só valorizamos quando a perdemos (…) como a saúde a liberdade e a vida.

 

É fácil criticá-los (…) são eles que morrem por nós…

Policiais civis, militares (…) vivem e morrem para nos guardar (…) homens e mulheres que por tão pouco soldo protegem algo muito frágil…delicado…a constituição do Brasil.

Sua principal arma não é de fogo nem branca, é letra…palavra…em nome da lei”.
 
Diante de tantas críticas apaixonadas, maniqueístas e extremamente tendenciosas, muitas delas embaladas casuisticamente por razões meramente temporais, poderia parecer que os policiais estivessem fracos e cansados, ledo engano, o processo depurativo a que somos submetidos constantemente desde a instalação do Estado Democrático de Direito em 1988, só nos tem fortalecido, e a cada novo “golpe” a percepção de que o caminho está mais claro e o rumo ainda mais seguro.
 
Na verdade a polícia deve agradecer a todos os seus “algozes” pois são eles também (embora não seja esse o objetivo) que a tem fortalecido como  a têmpera que torna o aço quase indestrutível.

Como longa manus da ditadura, a polícia realizava  o “trabalho sujo” para o Estado, do seu comportamento acobertado pelo manto da legalidade positiva, se beneficiou todo séquito institucional, econômico e outros. A mediocridade e a vilania mancharam todas as mãos, mas foi só a polícia que vergou o ônus do preconceito e da discriminação que ainda hoje experimenta.
 
Dizem que se ela investigar, o Brasil vai tornar-se a terra da corrupção, quanta ingenuidade, o Brasil já é um dos países mais corruptos do mundo, a corrupção só vai diminuir significativamente quando os demais índices como educação, saúde, cultura e lucidez, forem equivalentes aos da Finlândia, a corrupção não arrefece com uma lei, mas através de um processo cultural do qual faz parte no mesmo trote a expurgação da hipocrisia, esta tão corrupta quanto a corrupção mais odiosa.
 
Esse insofismável preconceito que atinge a polícia (inclusive nos meios acadêmicos) contribui deleteriamente para o enfraquecimento do Estado, cada vez que ela é desrespeitada e tiranizada em juízos levianos e afoitos, a sociedade dá um passo a mais rumo ao caos iminente, as palavras de Pedro Bial (trecho inicial entre aspas) embaladas sob o signo melancólico da desdita, não deixam dúvidas dessa irrefutável assertiva.
 
A polícia deve ser cobrada às últimas consequências na realização do seu mister com eficiência e eficácia, deve-se exigir dela que aja com firmeza e extrema legalidade, tratando todos os cidadãos com o devido respeito e a gentileza só digna das grandes instituições.
 
Isso enseja o rumo contínuo da qualidade e profissionalismo, porém, não interessa à marginalidade uma polícia com tais predicados.
 
E nessa luta onde não há fuga e nem folga, a polícia abraça causas, não abraça o homem, e abraça o homem por amor às causas.
 
Sobre o autor
Rogério Antonio Lopes – Delegado de Polícia no Paraná
www.segurancaecidadania.com

 

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