Justiça começa a soltar ativistas presos no Rio

17 presos na Operação Firewall, realizada no último sábado A Justiça do Rio libertou seis dos 17 presos na Operação Firewall, realizada no último sábado (12), para cumprir 26 mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A decisão de soltar os presos é do desembargador Siro Darlan, da 7ª […]

Por Editoria Delegados

17 presos na Operação Firewall, realizada no último sábado

 

A Justiça do Rio libertou seis dos 17 presos na Operação Firewall, realizada no último sábado (12), para cumprir 26 mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A decisão de soltar os presos é do desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

 

Na ação, 17 pessoas foram presas e dois menores de idade apreendidos por envolvimento em atos violentos durante manifestações ocorridas no Rio. A ação é uma continuidade das investigações iniciadas em setembro do ano passado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Informática (DRCI).

 

O advogado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Lucas Sada, informou que estão confirmados três habeas corpus até o momento, que favorecem seis detidos. Um deles foi obtido pelo sindicato em favor de Joseane Maria Araújo de Freitas, radialista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Os demais foram conseguidos pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (IDDH) para Gabriel da Silva Marinho e Gerusa Lopes Diniz, e pelo advogado Marino D’Icarahy, para Rafael Rego Barros Caruso.

 

D’Icarahy acrescentou que, por extensão, o habeas corpus beneficiou também a advogada Eloysa Samy Santiago e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro.

 

Sada disse à Agência Brasil que a expectativa é que, hoje (16), sejam concedidos alvarás de soltura para os demais ativistas presos na Operação Firewall, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

 

Os 26 mandados de prisão temporária por cinco dias foram expedidos pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal da capital, e os dois mandados de busca e apreensão, pelo Juízo da Vara da Infância e da Juventude. Os ativistas respondem pelo crime de formação de quadrilha armada, com pena de até três anos de reclusão.

 

Desde as 17h, várias pessoas se aglomeravam em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em protesto contra a prisão dos ativistas. Segundo os manifestantes, havia 300 pessoas no ato e, nas contas da Polícia Militar, havia 200. Eles seguiram pelas ruas do centro, com faixas, bandeiras e palavras de ordem.

 

A maioria dos manifestantes, antes de terem a notícia sobre a concessão de habeas corpus a alguns dos detidos na Operação Firewall, pedia a liberdade dos presos e condenava a violência policial. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, que participou do ato, pelo menos 15 comunicadores foram atacados por policiais militares em protesto perto do Estádio do Maracanã, no ultimo domingo (13), dia da final da Copa do Mundo. Ainda segundo o sindicato, de agosto do ano passado até hoje, 90 profissionais da imprensa foram agredidos em manifestações.

 

Entre os manifestantes do ato desta terça, estavam estudantes, advogados, sindicalistas, professores e comunicadores. Um grupo de empregados da EBC prestou solidariedade à colega detida. O estudante Lucas Albuquerque, de 18 anos, estava no protesto e defendeu o “direito de ter direitos”. “O Estado não tem o direito de quebrar sigilo telefônico e internet, suspender direitos de pessoas que, possivelmente, iam se manifestar no dia da final da Copa Mundo”, opinou. “Isso é Estado de Exceção”.

 

A irmã de Joseane recebeu a notícia da libertação dela enquanto participava da passeata. Simone Freitas contou que estava sem contato com irmã desde o sábado. “Fomos surpreendidos com essa prisão. Não sabemos de nenhuma atividade dela como ativista. Ela participou de protestos como muitas pessoas, mas só isso”, revelou.

 

A Agência Brasil está noticiando as prisões dos manifestantes desde o último final de semana. O nome da funcionária não foi divulgado nas matérias anteriores seguindo normas do Manual de Jornalismo da EBC, que recomenda a preservação da identidade de pessoas consideradas suspeitas de um crime. Diante da divulgação do nome da funcionária por outros órgãos, como o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, e com autorização da família, a agência passou a divulgar a identidade da funcionária. A EBC está acompanhando o caso envolvendo Joseane Freitas.

 

Agência Brasil

 

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