Jovens roubam para gastar em festas, diz delegado regional de Dourados no MS

    Forças de segurança de Dourados se reuniram na manhã desta quarta-feira na sede do 3° Batalhão de Polícia Militar, para discutir novas estratégias de combate ao crime no município. O destaque da pauta foi a recente migração de furtos para roubos cometidos principalmente por jovens com idade entre 15 e 18 anos, geralmente […]

Por Editoria Delegados

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Forças de segurança de Dourados se reuniram na manhã desta quarta-feira na sede do 3° Batalhão de Polícia Militar, para discutir novas estratégias de combate ao crime no município. O destaque da pauta foi a recente migração de furtos para roubos cometidos principalmente por jovens com idade entre 15 e 18 anos, geralmente em períodos que antecedem grandes eventos na região, como carnavais, shows e exposições agropecuárias.

 

Na última semana, durante encontro realizado na Academia da Polícia Civil (Acadepol) em Campo Grande, Dourados foi elogiada por conseguir reduzir os índices de crimes contra a vida e contra o patrimônio monitorados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul (Sejusp) em 2012. Entretanto, o delegado regional Antonio Carlos Videira explica que houve crescimento no registro de roubos nos últimos dias.

 

“Levantamentos mostraram que a polícia local tem combatido a criminalidade com êxito. Os dados apontam que a cada ano estamos reduzindo o número de delitos. O que nos chamou a atenção, foi que nos últimos dias houve aumento no registro de roubos cometidos por jovens, em sua maioria egressos da Unidade Educacional de Internação (Unei), com idade até 18 anos”, explicou Carlinhos, como é mais conhecido o delegado.

 

Ele continua: “Esses rapazes não querem trabalhar, querem ganhar a vida fácil, querem dinheiro sem esforço e por isso, decidem entrar ou continuar na vida do crime. Na época do carnaval, por exemplo, eles roubam para aproveitar o dinheiro nas festas, assim como em véspera de shows. Para que possam se divertir, tiram dos cidadãos de bem aquilo que eles conquistaram com muito trabalho. Para eles isso é fácil, ainda mais se a vítima for mulher”.

 

NEM TUDO É O QUE PARECE

 

Carlinhos deixa claro que houve aumento de registros, mas que isso não significa exatamente que houve mais assaltos. Segundo ele, muitas pessoas, inclusive estudantes universitários, procuram a delegacia para dizer que foram roubadas, mas na verdade, elas venderam seus objetos pessoais ou os trocaram por droga. Fizeram isso para dar uma explicação aos familiares sobre o sumiço de seus pertences, sem que sejam repreendidas.

 

“Esse comportamento tem se tornado comum. Recentemente tivemos o caso de um homem que compareceu junto às autoridades para dizer que havia perdido seu salário em assalto. O registro foi feito, mas depois descobrimos ele havia gasto todo ou boa parte do dinheiro com bebidas e mulheres em uma boate, mas estava com medo de contar para a esposa e por isso, mentiu dizendo que havia sido assaltado. Estamos tentando inibir este tipo de ação”, afirmou.

 

Carlinhos vai além e alega que, no caso de menores e universitários que vêm de fora, os pais precisam estar atentos quanto às atitudes dos filhos. “Tem universitário que vem de outra cidade morar aqui, e acaba vendendo o notebook ou o celular de última geração ganhado do pai, para poder gastar com festa ou mesmo trocar em boca de fumo. Muitos querem viver no padrão de vida de amigos mais ricos e entram nessas roubadas. Aí depois que usufruíram da pouca quantia obtida, ligam para os pais dizendo que foram assaltados e que perderam tudo. Aí a família vem desesperada à delegacia querendo que a gente encontre o bandido imediatamente. Isso serve de alerta para toda comunidade”.

 

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