Delegado geral diz que denúncia do MP gaúcho contra policiais paranenses é absurda

    O delegado geral da Policia Civil do Estado do Paraná divulgou nesta quarta-feira uma nota de repúdio a denúncia feita pelo promotor de Justiça André Luis Dal Molin Flores, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra os policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).   A denúncia […]

Por Editoria Delegados

 

 

O delegado geral da Policia Civil do Estado do Paraná divulgou nesta quarta-feira uma nota de repúdio a denúncia feita pelo promotor de Justiça André Luis Dal Molin Flores, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra os policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

 

A denúncia contra os policiais paranaenses, acusados da morte do sargento da Polícia Militar gaúcha Ariel da Silva, em dezembro do ano passado, foi apresentada na última sexta-feira.  Os agentes; Alex Olguerd Danielewicz Filho, Cleber Custodio Furquim e João Paulo Heitaro, do Tigre do Paraná, foram denunciados por homicídio qualificado.

 

De acordo com o promotor André Luis Flores, o sargento gaúcho foi morto pelos policiais com quatro disparos de arma de fogo. Conforme a denúncia, os três estavam em Gravataí acompanhando uma quadrilha que havia sequestrado dois agricultores do Paraná. Segundo o MP-RS, eles não haviam avisado as autoridades locais sobre as investigações.

 

Na denúncia, promotores alegam que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o homicídio ocorreu através de meio que resultou em perigo comum, já que foi utilizada uma metralhadora em via pública – dois tiros acertaram residências próximas.

 

A ação ocorreu no dia 21 de dezembro do ano passado. Segundo a polícia, uma quadrilha, formada por gaúchos e paranaenses, vinha cometendo vários sequestros no Rio Grande do Sul, atraindo vítimas do Paraná com o pretexto de falsa venda de máquinas agrícolas. Durante a ação de invasão do cativeiro, no município de Gravataí (RS), o empresário Lírio Darcy Persch foi baleado na troca de tiros e morreu.

 

Resposta

 

A visão do delegado geral do Paraná é outra e, por meio de nota, ele mostrou repúdio à decisão do MP gaúcho.

 

Confira a nota na íntegra:

 

“Em nome do Departamento da Polícia Civil do Paraná venho manifestar todo o repúdio frente à absurda denúncia feita pelo promotor de Justiça André Luis Dal Molin Flores, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra os policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), à 1ª Vara Criminal de Gravataí-RS.

 

Expressando o devido respeito ao Ministério Público do Rio Grande do Sul e reconhecendo a importante função deste órgão na manutenção da ordem pública e da paz social, é pertinente expressar a indignação de toda a classe de policiais civis do Paraná diante de uma denúncia baseada em argumentos absurdos que indicam o que o promotor classifica como “homicídio qualificado”.

 

A tese utilizada pelo promotor considera que o crime foi cometido “mediante recurso que dificultou a defesa da vítima” e que os policiais se aproveitaram do fato de o sargento estar sob o efeito de álcool etílico e, por isso, teria reduzida a sua capacidade de reação. O argumento dá a entender a conferência de uma responsabilidade aos policiais civis pelo fato do brigadiano estar embriagado, como se fosse possível, de antemão, os policiais terem conhecimento da situação em que ele se encontrava ao serem abordados.

 

Saliento que o alto nível de embriaguez do brigadiano foi comprovado, conforme laudo de exame toxicológico emitido pelo órgão competente, que apontou índice de 13,1 decigramas de álcool por litro de sangue, quando o máximo permitido para quem vai dirigir são 2 decigramas. Contudo, o representante do Ministério Público, em nenhum momento, vislumbrou que, devido às condições fisiológicas em que o sargento se encontrava, ele poderia ter realizado uma abordagem fora dos padrões.

É oportuno ressaltar que o Departamento da Polícia Civil também refuta o argumento sustentado pelo promotor, que se refere à ação dos policiais em território gaúcho “de forma clandestina para monitorar uma quadrilha que cometia o delito de extorsão mediante sequestro”. Neste caso, faz-se necessário ressaltar que a equipe de policiais se deslocou para o Rio Grande do Sul provida de todas as devidas autorizações.

 

Diante das evidências, é de se presumir que o Ministério Público terá que ir contra a toda uma investigação realizada pela Corregedoria da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que sequer indiciou os policiais do Tigre, deixando claro que os investigadores agiram em legítima defesa. Por isso, manifesto a disposição do Departamento da Polícia Civil em apoio irrestrito aos policiais civis denunciados, que apenas cumpriam o dever de proteger a sociedade paranaense quando o incidente, que lamentamos profundamente, aconteceu, e tomaram as medidas conforme exigiam as circunstâncias naquele momento.

Por fim, o Departamento da Polícia Civil mantém a confiança de que o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul irá ponderar de forma imparcial e deliberará conforme o que prevê a Legislação Brasileira.”

 

paraná on line

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

Veja mais

Juiz federal anula Operações Boygman e Integration, mesmo contra decisões do STJ, TJPE e MPF

Investigações que deram origem às operações Placement e Integration já haviam sido consideradas legais pelo TJPE, STJ, Ministério Público e Federal e órgãos de controle administrativo

Polícia Civil da Paraíba prende quadrilha do RS que aplicava o Golpe do Bilhete Premiado” em João Pessoa

(PB) As investigações apontam que o mesmo grupo criminoso já havia sido autuado em outros estados do Nordeste, como Bahia e Sergipe, praticando o mesmo tipo de golpe

Fã de delegado pede para tirar foto e acaba preso

(PI) O pedido foi atendido, mas, durante a identificação de rotina, os policiais descobriram que havia um mandado de prisão em aberto contra o indivíduo

Scheiwann Scheleiden e Jacks Galvão, os coronéis que se destacam na segurança pública do Meio-Norte do Brasil

Força da Disciplina: Ação e Liderança dos Coronéis Scheiwann Scheleiden e Jacks Galvão na Polícia Militar do Piauí

Chico Lucas é nomeado novo Secretário Nacional de Segurança Pública

À frente da segurança pública do Piauí, Chico Lucas liderou uma agenda voltada à modernização da gestão, integração das forças de segurança, uso estratégico de dados e fortalecimento de políticas

Abandonar cachorro ou gato: decisões jurídicas policiais adotadas

Conforme o art. 32, §1º-A, da Lei nº 9.605/1998, e à luz do entendimento jurisprudencial consolidado, configura conduta criminosa de maus-tratos a cães e gatos na modalidade abandono

Censo 2026 abre inscrições para a escolha dos Melhores Policiais do Brasil

Candidatos aprovados receberão R$ 2.000, certificados e selos nacionais de reconhecimento. Iniciativa nacional que valoriza o mérito, reconhece trajetórias de excelência e fortalece a imagem institucional da polícia brasileira por
Veja mais

Censo 2026 dos Melhores Cursos Preparatórios para Carreiras Policiais no Brasil

Ampliar o reconhecimento das instituições que demonstram excelência na formação de candidatos e que colaboram diretamente com a qualificação dos futuros profissionais da segurança pública no Brasil.

Delegados e policiais civis de Pernambuco pedem exoneração imediata do secretário de segurança

(PE) Policiais civis sustentam que a permanência do secretário no cargo compromete a legalidade, a autonomia policial e a confiança da sociedade nas instituições

O (não) Caso Nine Borges: a criação “Ex Nihilo” no mundo jurídico-penal

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Delegado de Polícia Aposentado, Mestre em Direito Social, Pós – graduado em Direito Penal e Criminologia e Professor de Direito Penal, Processo Penal, Criminologia, Medicina

Delegado-Geral de SC adota cão Caramelo jogado no mar por adolescentes

(SC) O delegado Ulisses Gabriel decidiu cuidar do cachorro. O cão Orelha sofreu lesões graves e teve de ser submetido à eutanásia

Polícia Civil do PI prende ladrão especialista em roubo de cofres de lojas e cartórios de Teresina

(PI) Atuação técnica, investigação qualificada e resposta rápida da Polícia Civil do Piauí reforçam o compromisso permanente com a segurança pública e o combate à criminalidade

Quatro réus são condenados a mais de 100 anos pela morte de policial militar em MT

(MT) Tribunal do Júri condenou os quatro réus acusados do assassinato do sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, morto a tiros no dia 22 de

Governador de Mato Grosso parabeniza Polícia Civil e CORE em vídeo com delegado Fred Murta

(MT) Governador destacou coragem e profissionalismo das equipes
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.