Delegado da PF coordenou investigação que resultou na condenação de advogadas

Delegado federal Leonardo Tavares Duas advogadas foram condenadas a 21 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, por terem simulado investigações de órgão públicos para cobrar honorários por esses serviços fictícios. Na sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os crimes constatados são de extorsão, falsificação […]

Por Editoria Delegados

Delegado federal Leonardo Tavares

Duas advogadas foram condenadas a 21 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, por terem simulado investigações de órgão públicos para cobrar honorários por esses serviços fictícios. Na sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os crimes constatados são de extorsão, falsificação de documento público, tráfico de influência e estelionato.

O responsável por conduzir a investigação, delegado federal Leonardo Tavares, conta que o inquérito teve início a partir da queixa de um médico. “Ele procurou a Polícia Federal para denunciar de que estaria sendo vítima de extorsão de sua professora de pós-graduação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ao ser ouvido, apresentou um registro de mensagens e ligações de uma das advogadas, sua professora no curso, falando que seria necessário ‘pagar’ para encerrar a investigação”, detalha.

De acordo com o delegado, a mulher afirmava possuir prestígio nos órgãos públicos e dizia que o dinheiro seria encaminhado para um membro do Ministério Público. Outro fato que chamou atenção, foi a falsificação de marcas de instituições, inclusive, da PF. “Foram obtidas imagens dos documentos contendo símbolos identificadores de órgãos, falsificação de assinaturas de servidores públicos, de Procurador da República e de Delegados da Polícia Civil e Federal”, reitera Tavares.

A segunda advogada condenada era uma uma funcionária comissionada do Ministério Público Federal, que se utilizava da estrutura do órgão para realizar ligações pressionando as vítimas, além de acessar arquivos elaborados nos padrões da instituição com a intenção de falsificar os documentos públicos.

Pelo menos seis pessoas foram vítimas da dupla. O juiz também ordenou a prisão preventiva de uma delas por ela não estar sendo encontrada pelo Judiciário. Na sentença, Bretas ainda ressaltou que “ocorreram danos à imagem da Polícia Civil, Polícia Federal e do Ministério Público Federal”, por conta do uso dos símbolos identificadores dos órgãos.

Portal ADPF

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

Veja mais

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre direção da PF

Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor

Salário de agente, escrivão e investigador não pode ficar vinculado ao de delegado, decide STF

Supremo invalida vinculação da remuneração de policiais civis à de delegados de Polícia Civil

Dino determina reintegração de diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

Flávio Dino reverte afastamento de cúpula da PF, critica 'decisão em causa própria' e aponta risco a investigações do caso 'Dark Horse'

Fenadepol e ADPF divulgam notas de repúdio após afastamento de dirigentes da Polícia Federal

Entidades Federais defenderam a preservação das prerrogativas institucionais do órgão

11 Diretores da Polícia Federal apoiam Andrei Rodrigues e entregam cargos

O pedido de vista não derruba a liminar de André Mendonça, que continua valendo. Com o afastamento de Andrei, o diretor-executivo da PF, William Murad, deve ficar interinamente na chefia

Advogado é preso após filmar pernas de guarda municipal em supermercado

(PI) Um advogado foi preso sob suspeita de importunação sexual. O homem teria filmado, com um telefone celular, as pernas de uma guarda municipal no supermercado Pão de Açúcar, na

Ministro André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal

Ministro do STF diz que 'há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal' e submete decisão para análise da Segunda Turma
Veja mais

Uso de algemas em advogado no ‘exercício da advocacia’: decisões jurídicas policiais adotadas

Tipicidade, metodologia de abordagem, itinerário de atos, captura, uso de algemas, condução e autuação

Piauí completa quatro meses consecutivos sem registros de latrocínio

02SET26 -
(PI) Dados da Segurança Pública apontam redução contínua nos últimos três anos

Aviator online: como a regulação brasileira enquadrou os crash games e o que isso muda para o jogador

01SET26 -
Em 2026, com mais de 25 mil URLs de plataformas bloqueadas pelo SPA e 550 contas bancárias encerradas, o mercado regulado tem ferramentas reais para fazer cumprir essas garantias, e

Promotor de justiça abandona apurações de concursos por temer pistolagem, CV e PCC

Promotor Coaracy (direita) é um nome conhecido no estado porque foi procurador-Geral de Justiça de Alagoas
(AL) Titular da 17ª Promotoria de Justiça da Capital/Fazenda Pública Estadual, Coaracy é um nome conhecido no estado porque foi Procurador-Geral de Justiça de Alagoas entre 2005 e 2008.

Designer cria camisa capaz de ‘esconder’ pessoas de câmeras de vigilância com IA

Designer Simon Weckert criou camisa capaz de esconder pessoas de câmeras de vigilância com IA
'Camisa havaiana mais feia já vista no planeta' de Simon Weckert impede que tecnologia identifique o usuário como um 'ser humano padrão'

Ministério Público de SC arquiva caso de policial que matou detenta dentro de viatura para salvar colega enforcada

MP POST270826 -
(SC) Investigação e perícia concluíram que agente disparou contra presa em legítima defesa para salvar motorista que estava sendo sufocada com algemas.

“Mãe te avisou”: mulher lamenta morte de filho após roubar delegado

(SP) Nas redes sociais, a mãe do jovem diz que sempre batalhou e ensinou os caminhos certos, mas acabou perdendo o filho para a ostentação
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.