Na imagem, o homem aparece de costas com uma camisa do Flamengo. Na parte de trás, há um papel com o nome “Bruno” impresso. Ele também segura um saco de lixo preto com o nome “Eliza” escrito em um papel.
“Esse caso é totalmente repugnante. O homem fez apologia ao crime, comportamento que está tipificado no nosso Código Penal. A partir do momento em que ele [o homem] é identificado, o desdobramento pode ser via judicial e inclusive dá danos morais para a família da Eliza Samudio”, explica a delegada.
Mafra esclareceu que, por não ser um caso diretamente ligado à violência doméstica, não pode ser denunciado para a Delegacia da Mulher. Porém, tem amparo para ser registrado no 21° Distrito Integrado de Polícia, que atende o São Jorge, bairro onde está localizado o Porão do Alemão.

“Essa apologia ao crime é grave, pois esse homem está pisoteando a dor de uma família. O que aconteceu na época foi algo hediondo, por isso, aquela fantasia é uma agressão à sociedade, à vítima e às mulheres”, pontuou a delegada.
Família Samudio
A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, diz ter chorado muito ao saber da fantasia de goleiro Bruno utilizada no Porão do Alemão.
“Tanto desrespeito com a vítima. Bruninho [filho de Eliza Samudio] ficou arrasado”, disse em entrevista ao jornal Extra.
Sônia destacou que irá tomar medidas na Justiça contra Rodrigo Fernandes, homem que usou a fantasia. Ele é tatuador e trabalhava no estúdio El Cartel Tatuaria, mas foi demitido após a repercussão do caso.
“Eu já acionei a advogada para tomar as providências. Eu não vou admitir mais fazerem esse tipo de coisa com a minha filha. Justo no dia de hoje, É tão difícil para mim”, relatou.
O que diz o Porão
Dona do Porão do Alemão, a empresária Juliana Lima classificou o comportamento do cliente como “brincadeira de mal gosto” e disse que como mulher entendia a gravidade do problema. “Tenho noção dos assédios, do sofrimento e luta de muitas mulheres que sequer tem a chance de pedir socorro”.
Sobre a foto postada no perfil da casa noturna no Instagram e depois apagada, a empresária disse que a publicação foi feita por um estagiário que não entendia do caso Samudio, por isso deixou passar a fantasia. Ele também foi afastado. O setor jurídico do Porão acompanha os desdobramentos do acontecido.
A crítica
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