Com baixa remuneração, policiais civis ficam expostos ao perigo em “bicos”, alerta Sindpesp

SP: Por força dos parcos vencimentos, muitos profissionais da Polícia Civil têm de recorrer ao trabalho extra, sendo submetidos, muitas vezes, à violência, à exaustão e, no extremo, ao suicídio; caso recente de investigador assassinado e que trabalhava como motorista de aplicativo ilustra essa dura realidade Presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares. Por força […]

Por Editoria Delegados

SP: Por força dos parcos vencimentos, muitos profissionais da Polícia Civil têm de recorrer ao trabalho extra, sendo submetidos, muitas vezes, à violência, à exaustão e, no extremo, ao suicídio; caso recente de investigador assassinado e que trabalhava como motorista de aplicativo ilustra essa dura realidade

Presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares. 

Por força dos parcos vencimentos, muitos profissionais da Polícia Civil têm de recorrer ao trabalho extra, sendo submetidos, muitas vezes, à violência, à exaustão e, no extremo, ao suicídio; caso recente de investigador assassinado e que trabalhava como motorista de aplicativo ilustra essa dura realidade.

O assassinato de um investigador que atuava como motorista de aplicativo fora do horário de serviço para complementar a renda e sustentar a família trouxe novamente à tona os baixos vencimentos pagos pelo estado de São Paulo. Muitos policiais civis têm de recorrer ao “bico”, ficando expostos, também, à violência, à exaustão e, no extremo, ao suicídio. O alerta é do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp).

O caso recente do policial Fernando José Duarte da Silva, de 41 anos, assassinado fora do horário de serviço, enquanto fazia um trabalho extra, ilustra uma realidade enfrentada diariamente por parte da categoria. Concursado na Polícia Civil bandeirante, ele atuava, paralelamente, como motorista de aplicativo. Após uma corrida, na região do Butantã, na zona sul de São Paulo-SP, em 13/8, ele desapareceu. O corpo foi encontrado dez dias depois, num cemitério clandestino, na Grande São Paulo.

“Além dos desafios já inerentes à profissão de quem atua na Segurança Pública, muitos policiais civis enfrentam a difícil realidade de buscar meios adicionais para sustentarem suas famílias, em razão das dificuldades financeiras pelas quais passam. São, então, submetidos a uma dupla jornada. Assim, sacrificam, também, o convívio com a família e até a sanidade mental”, lamenta a presidente do Sindpesp, a delegada Jacqueline Valadares.

Para ela, essa realidade exige medidas urgentes:

“É preciso que os profissionais da Polícia Civil recebam pagamento digno e condizente com a responsabilidade e o risco da atividade-fim. Desta maneira, poderão deixar de lado os ‘bicos’”, pondera.

Dados da 17ª edição do Anuário de Segurança Pública de 2023 apontam que policiais morrem mais durante a folga do que em confrontos no serviço. Em 2022, em todo o País, 173 policiais foram assassinados. Deste número, sete a cada dez morreram na folga. O número de suicídios também é alto.

Em 2022, morreram 20 policiais civis fora de serviço – sete atuavam na instituição paulista.

A pesquisa não especifica quais casos ocorreram durante o “bico”, mas cita outras atividades laborais como fator de risco e morte: “Há tempos, o Sindpesp alerta o poder público de que é imprescindível ações concretas para a valorização e a recomposição salarial dos profissionais que dedicam suas vidas para proteger a população, para que estes não precisem se arriscar e se cansar em atividades paralelas; para que possam trabalhar com mais tranquilidade e qualidade de vida”, pondera Jacqueline.

Insuficiente

Apesar do acréscimo médio de 18% nos vencimentos dos quadros da instituição (válidos a partir deste mês), os delegados de São Paulo, por exemplo, continuam figurando entre os mais mal pagos do País. O salário inicial bruto de R$ 15.037 faz com que o estado mais rico do Brasil amargue o 22º lugar entre as 27 unidades da federação.

Assessoria de Imprensa
Fiamini – Sindpesp

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

Veja mais

Melhores Delegados de Polícia do Brasil, Censo 2026

Produtividade, Proatividade, História, Legado, Valorização, Reconhecimento e Premiação

Governador do Tocantins autoriza concurso da Polícia Civil com 452 vagas

(TO) Certame prevê cargos de delegado, oficial investigador e perito, com salários que chegam a R$ 21,9 mil

Delegado detalha atuação de cardiologista preso por estupro de vulnerável no RS

(RS) Investigação identifica 14 possíveis vítimas; médico é suspeito de dopar pacientes para praticar abusos sistemáticos durante consultas na Região Metropolitana

Polícia Civil do PI registra queda de 40% nos roubos de veículos no primeiro trimestre de 2026

(PI) As ações do Departamento de Roubo e Furto de Veículos (DRFV) fazem parte do Pacto Pela Ordem para reduzir a criminalidade na capital e no interior do estado.

O Elo Invisível: Como a Inteligência Preditiva pode Antecipar o Feminicídio no Piauí

O "Pulo do Gato" na Prevenção do Feminicídio: Por que o Piauí precisa da Teoria do Elo?

Sétimo Dia: Delegado Steferson Nogueira deixa história que transcende a segurança pública

(PB) Trajetória do delegado é lembrada por avanços históricos, diálogo institucional e compromisso com a segurança pública

“IFood de Drogas”: Operação Madara prende funcionário do TJ que vendia drogas em Teresina

(PI) Yan Brayner, Diretor de Inteligência da SSP/PI apresenta resultado da operação
Veja mais

Brasil dá um passo decisivo no enfrentamento ao crime organizado com a nova Lei Antifacção

Chico Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública participa de entrevista e trata da nova legislação

Senador com CNH vencida, dirige carro sem placa, usa giroflex, dá “carteirada” e foge de abordagem policial em São Paulo

Senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP)
(SP) Parlamentar dirigia carro de luxo sem placa e com giroflex ilegal; na fuga, Giordano subiu em calçada e quase atropelou policiais militares

Comoção e reconhecimento marcam despedida do delegado Steferson Nogueira, que deixa um legado na segurança pública

Steferson Nogueira, Delegado de Polícia Civil da Paraíba e presidente da ADEPDEL - Associação dos Delegados de Polícia da Paraíba
Um grande pai, esposo, delegado, companheiro e exemplo de liderança

Vulnerabilidade Etária nos Crimes Contra a Dignidade Sexual de Acordo com a Lei 15.353/26

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Delegado Steferson Nogueira morre aos 44 anos

(PB) Seu reconhecimento ultrapassou fronteiras estaduais: nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025, foi apontado como um dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil, consolidando seu prestígio entre colegas

Delegados da PF aprovam paralisação “82 horas sem a Polícia Federal”

A categoria defende a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas com direcionamento de recursos apreendidos à PF

Operação Cerco Fechado prende 78 criminosos e apreende cocaína e ouro no Piauí

(PI) Os mandados cumpridos estão relacionados a crimes como furtos, roubos, tráfico de drogas, estupro, violência doméstica e homicídios.
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.