Brasileira presa por trabalhar como “escort” é deportada

        Andreia Benoliel veio para os Estados Unidos, em janeiro de 2010, com visto de estudante para estudar inglês em uma escola em Manhattan, NY. Seu sonho era um dia trabalhar em uma revista de moda, mas, segundo ela, tudo deu errado, resultando em sua prisão por estar trabalhando como “escort”, serviço […]

Por Editoria Delegados

 

 

 

 

Andreia Benoliel veio para os Estados Unidos, em janeiro de 2010, com visto de estudante para estudar inglês em uma escola em Manhattan, NY. Seu sonho era um dia trabalhar em uma revista de moda, mas, segundo ela, tudo deu errado, resultando em sua prisão por estar trabalhando como “escort”, serviço de acompanhante, mas que para ela acabou sendo prostituição, algo que ela não sabia ser ilegal nos EUA, – e em sua deportação voluntária. “A sorte foi que o juiz aceitou a passagem que eu já tinha comprado para o dia 11 de fevereiro”, contou ao Gazeta por telefone, da casa de sua mãe, em Curitiba (PR).

 

Andreia começou trabalhando com limpeza, algo que nunca tinha feito na vida, e acabou sendo demitida. Depois de um ano em Nova York e New Jersey, se mudou para a Flórida e teve seu visto cancelado pela escola, ficando ilegal no país. Sem trabalho, viu em um jornal brasileiro de classificados um anúncio para trabalhar no Extravaganza Escorts, de uma brasileira que vive em Fort Lauderdale, cujo nome fictício é Julia Lopes. Ela diz que não sabia que esse tipo de serviço é ilegal, e foi presa quando um agente da polícia se disfarçou de cliente.

 

A carioca de 31 anos passou três semanas presa, sendo que ficou na cadeia de Broward por uma semana, até ser transferida para a prisão da imigração, também em Broward.

 

Ela conta que quando estava na cadeia comum, sofreu abusos verbais e teve seus pertences roubados. Já na imigração, teve bom tratamento, até que, em audiência, o juiz lhe deu a opção de ficar e lutar na prisão por seus direitos, ou sair do país. Ela escolheu a segunda, mas conta que ficou indignada, pois não pode levar seus pertences, e parece que as amigas que ficaram de ajudá-la com o envio de suas coisas, sumiram. Andreia diz que ganhava cerca de $9 mil dólares por mês.

 

“Sei que ninguém que é preso é um coitado, todos que conheci fizeram algo errado, desde dirigir sem carteira até trabalhar com prostituição, mas isso demonstra que a polícia está, sim, atrás de imigrantes. Todas as brasileiras que conheci, trabalhando como escort, foram pegas pela investigação e deportadas”. Andreia conta que “Julia” pagou por um advogado para defendê-la, mas segundo afirmou, “ele não fez nada”.

 

De volta ao Brasil, ela está trabalhando como professora de inglês e afirma que a realidade está bem melhor no país. Andreia tem vontade de voltar para os EUA caso conseguisse um visto, mas com o processo criminal, acredita que suas chances de entrar no país novamente são difíceis.
 
gazeta

 

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