Adolescente ‘gostou de matar’ a tia e planejava outro assassinato, diz delegado

Considerado um ‘psicopata’ pela polícia civil, o adolescente de 16 anos que confessou ter matado a própria tia, a psicóloga Maria Joaquina Vieira Barros, 56 anos, disse em depoimento que gostou de matar. Segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Francisco Costa, o Barêtta, o rapaz contou em detalhes e com frieza como matou […]

Por Editoria Delegados

Considerado um ‘psicopata’ pela polícia civil, o adolescente de 16 anos que confessou ter matado a própria tia, a psicóloga Maria Joaquina Vieira Barros, 56 anos, disse em depoimento que gostou de matar. Segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Francisco Costa, o Barêtta, o rapaz contou em detalhes e com frieza como matou Joaquina e que não mostrou qualquer arrependimento. A polícia disse que ele já estava planejando outro homicídio.

“Ele já tinha encomendado veneno e ia matar outra pessoa de forma diferente. Em depoimento ele disse que gostou de matar, ele é um psicopata, porque é um indivíduo perigoso, mas convive muito bem em sociedade, não há qualquer sinal de arrependimento por parte dele”, declarou o coordenador.

O adolescente foi apreendido na última sexta-feira (30), na casa dos pais em Timon, no Maranhão. O crime aconteceu na madrugada de domingo (25), no bairro Macaúba Zona Sul de Teresina. O jovem relatou em detalhes para a polícia como cometeu o crime. Imagens de câmeras de segurança que mostram o adolescente pulando o muro da casa da vítima ajudaram a polícia a identificá-lo.

Segundo o delegado, o rapaz contou que chegou à casa da tia com uma mochila, esperou alguns minutos diante da casa e então saltou o muro. Ele chegou a pensar em chamar pelo nome da tia, mas viu a porta da cozinha aberta, onde estava a vítima que preparava a comida dos cães da casa.

“Aí ele conta que tirou uma camisa da mochila e cobriu o rosto, chegou na tia por trás e deu um ‘mata leão’ deixando ela desacordada no chão. Ele pegou um fio de telefone e começou a estrangular a vítima. Foi quando ela acordou, tentou se soltar e ele pegou uma faca e deu um golpe no pescoço dela. Nesse momento ele conta que fez isso porque ela estava sofrendo e ele queria aliviar o sofrimento dela”, relatou o delegado.

 

Na casa, a psicóloga morava com a filha de apenas nove anos. A polícia acredita que uma possível motivação para o crime seja o ciúme que o jovem sentia pela forma como a vítima tratava a filha e que teria pensado em matar a menina, mas desistiu. Ele chegou a morar durante seis meses com as duas e conhecia a rotina da casa.

“Ele era um rapaz que aprontava às vezes, não tinha passagem pela polícia nem usava drogas, mas a tia era uma mulher muito disciplinadora e inclusive pode ter colocado ele para fora de casa porque ele fazia algumas coisas erradas. Ele pode ter ficado com essa raiva, ciúmes da menina, que ele disse que era tratada como uma princesa”, relatou o delegado.

O delegado destaca a gravidade do crime pela certeza da premeditação. Após matar a tia, ele pegou alguns pertences para simular um latrocínio. “Mas ele não ficou com dinheiro, nem celular nem usou cartões, foi apenas para dissimular”, afirmou.

Barêtta disse que o rapaz já havia tentado matar um tio, mas a família ainda não deu detalhes de como isso aconteceu. Ele está agora mantido no Centro de Internação Provisória (CEIP) e a polícia está concluindo o inquérito do caso.

 

G1

 

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