Palestrante sobre pedofilia é preso por polícia do DF por abusar da filha

  Um eletricista de 26 anos, que ministrava palestras em escolas sobre prevenção de violência sexual e combate à pedofilia, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (19) por abusar da própria filha e incluí-la em orgias com a companheira, entre 2012 e 2013. A madrasta da menina não foi […]

Por Editoria Delegados

 

Um eletricista de 26 anos, que ministrava palestras em escolas sobre prevenção de violência sexual e combate à pedofilia, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (19) por abusar da própria filha e incluí-la em orgias com a companheira, entre 2012 e 2013. A madrasta da menina não foi detida porque era menor de idade na época dos crimes, mas vai responder por infração análoga a estupro de vulnerável, segundo a corporação.

 

A polícia chegou até o suspeito depois de uma denúncia da mãe da vítima. Segundo o delegado que chefiou as investigações, Marcelo Zago, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a filha foi morar com o pai porque a mulher não tinha condições financeiras de cuidar da menina.

 

A criança, hoje com 8 anos, voltou a viver com a mãe em dezembro último, depois de se queixar de maus tratos por parte do pai e da madrasta. O agressor e a mãe da vítima possuem outro filho, de 6 anos. Ele estava morando com o pai há dois meses. Segundo a polícia, o garoto não sofreu violência do eletricista e da companheira dele.

 

“A mãe afirmou que desconfiou quando estava assistindo TV e passou uma reportagem sobre camisinha. A criança ficou interessada, e ela começou a perguntar mais coisas. A menina acabou dizendo que já conhecia aquilo, que já tinha visto o pai usando”, afirma Zago.

 

A prisão aconteceu no Entorno do DF. A polícia não divulgou a cidade. Computadores e mídias eletrônicas foram apreendidos, mas nada de ilegal foi encontrado, segundo o delegado.

 

Zago informou que no depoimento a criança relatou onde ficavam guardados os preservativos e uma ducha íntima utilizada pelo casal durante as relações. “Ela disse exatamente onde ficavam os objetos, o que só reforça que houve o crime”, diz o delegado.

 

Segundo a polícia, a vítima relatou que fazia sexo oral com o casal. O exame do Instituto Médico Legal (IML) comprovou que houve penetração durante a prática sexual.

 

Na delegacia, o agressor afirmou que estava arrependido e que cometeu o abuso por “fraqueza”. “Ele justificou que já tinha sido abusado também, e que isso pode ter contribuído. Ele chegou a dizer ‘como eu fiz isso? Logo eu que fazia palestras sobre pedofilia’”, diz Zago.

 

Ainda no depoimento, o suspeito afirmou que cometeu o crime quatro vezes. Segundo a polícia, a vítima diz que os casos ocorriam sempre que o casal mantinha relações ao longo de 2012 e 2013.

 

O casal também obrigava a menina a executar diariamente diversos serviços domésticos, como cozinhar e limpar a casa. A vítima disse que apanhava de chinelo e de cinta, segundo o delegado.

 

O eletricista foi levado para uma penitenciária de uma cidade do Entorno. Segundo a polícia, ele não tem ficha criminal no DF. “Ele é suspeito de um caso de roubo em Alagoas, mas sem comprovação”, diz Zago. Caso seja condenado, ele pode pegar até 15 anos de prisão. A madrasta da vítima, hoje com 18 anos, pode ser internada por até três anos.

 

G1

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

Veja mais

Concurso para Delegado de Polícia Civil do DF: inscrições quinta-feira

(DF) Prazo segue até o dia 25; salário inicial pode chegar a R$ 26.690,15, com 50 vagas imediatas para atuação em delegacias do DF

Delegados deixam Pernambuco em meio à desvalorização da carreira

(PE) Para o presidente da ADEPPE, delegado Diogo Victor, o cenário reflete uma política de desvalorização da carreira no estado, especialmente quando comparada a outras funções do sistema de Justiça

Lei Antifacção: crime de ameaça por faccionado e crime de intimidação por falso faccionado, uma distinção e um ajuste necessário

Por Eduardo Luiz Santos Cabette, Antônio Wellington Brito Júnior, Kleber Leandro Toledo Rodrigues e Joaquim Leitão Júnior

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre

Dados consolidados de janeiro a março apontam queda histórica nos crimes letais e avanço na atuação das forças de segurança

Furto, Estelionato e Receptação não têm mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança policial nos crimes de furto, receptação e estelionato

Furto simples não tem mais fiança policial

Com a atualização do Código Penal, Delegado de Polícia não pode mais arbitrar fiança em furto simples

Ceder conta bancária “laranja”para prática de crime

Mudanças ampliam penas para fraudes eletrônicas e passam a punir quem cede contas bancárias para práticas criminosas
Veja mais

Lei 15.397 aumenta penas de crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio

Governo Federal publicou, nesta segunda-feira (4), a Lei nº 15.397 foca, especialmente, na criminalidade moderna e nas infrações que afetam o cotidiano do cidadão, como o roubo de celulares e

Ameaça forjada do CV, interferências municipais e decisões atípicas: TJ afasta mais um juiz por suspeita de falhas graves

(MT) A corregedoria também investiga ataques verbais proferidos pelo magistrado contra autoridades locais e o uso indevido de sua escolta para fins particulares.

Delegado da Polícia Civil Guilherme Escobar morre no Piauí

(PI) Guilherme Escobar estava lotado na Delegacia Seccional de Oeiras e já havia atuado nas cidades de Pio IX, Gilbués e Picos.

Responder por crime de mesma natureza justifica prisão preventiva

A Prisão Preventiva em Casos de Reiteração Delitiva: Fundamentos Jurídicos e Aplicação Prática

Saudade, respeito e legado: 30 dias sem Steferson Nogueira

Delegado Steferson Nogueira | PCPB
Reconhecido por sua atuação firme, estratégica e humana, ele deixou marcas profundas na Polícia Civil da Paraíba e no cenário nacional.

Red Pill: O Direito não pune sentimentos, mas condutas, sim

Delegada Raquel Gallinati
Raquel Gallinati: Já não estamos diante de liberdade. Estamos diante de risco.

Advogada é presa em flagrante após criticar delegado nas redes sociais e chamá-lo de “doente mental”

(GO) Advogada Áricka Cunha foi detida após publicar despacho policial e questionar, nas redes, a decisão que encerrou ocorrência registrada por ela
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.