O desprezo da sociedade com a polícia

O episódio demonstra bem como se construiu e como se mantém o desprezo da sociedade com os policiais. A indiferença e o descaso com os assassinatos diários, daqueles que colocam a vida todos os dias em risco para defender a vida e o patrimônio de todos, não só foi construído anos a anos com base […]

Por Editoria Delegados

O episódio demonstra bem como se construiu e como se mantém o desprezo da sociedade com os policiais. A indiferença e o descaso com os assassinatos diários, daqueles que colocam a vida todos os dias em risco para defender a vida e o patrimônio de todos, não só foi construído anos a anos com base na ideologia de Gramsci. Existe a grande ajuda de ólogos e ólogas que diariamente, a pretexto de defender os chamados direitos humanos, escondem de suas falas que o ser humano é por natureza violento, forçando o entendimento de que apenas policiais usam da força.

No limite da paciência com o recorrente discurso contra policiais, um comandante da PM afirmou que se coloca para a sociedade que policiais são seres extraterrestres, que estão na terra apenas para praticar a violência, a corrupção, o desrespeito para com qualquer um. Examinando o que se propala diariamente, parece que o Planeta Terra – ou, mais precisamente, o Rio de Janeiro e outras capitais – era o habitat de pessoas honestas, sensatas, preocupadas com seus semelhantes, cumpridoras da lei, quando então surge a polícia para estragar tudo. Não! Policiais não são naturais de Marte. Não embarcaram em uma espaçonave com destino à Terra para atazanar a vida dos que aqui viviam em paz.

A polícia imperfeita é apenas um extrato da sociedade imperfeita, consumista, egoísta, que elegeu o hedonismo como lei suprema, e aqui em nossa terra com um adendo apimentado: levar vantagem em tudo.

A mistura pútrida de ideologia anacrônica, utilizada de forma subliminar, com argumentos manipulados de fácil aceitação pela sociedade inculta, dá sustentação ao desprezo pela vida dos policiais. Somos descartáveis. Choramos em silêncio a morte dos nossos, diante da indiferença da maioria. Mesmo assim, não recuamos. Tenho certeza que Lemos, Paquetá, Luiz Carlos e tantos outros irmãos estão agora em um lugar muito especial, ao lado do Criador, torcendo por cada um que aqui continua lute ferozmente contra todas as injustiças, o descumprimento da lei, sem se acovardar. Se a sociedade ainda continua existindo, somos os responsáveis. No dia que não mais existirem policiais não vai adiantar arrependimento pelo descaso.

Extra

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