Delegado Rivaldo Barbosa pede prisão de major, tenente e mais oito PMs do RJ

    A tortura de moradores era costumeira nos contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na zona sul do Rio, aponta o relatório da Polícia Civil que pede a prisão preventiva dos dez PMs acusados de terem torturado o pedreiro Amarildo de Souza até a morte. Amarildo, de 43 anos, desapareceu em […]

Por Editoria Delegados

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A tortura de moradores era costumeira nos contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na zona sul do Rio, aponta o relatório da Polícia Civil que pede a prisão preventiva dos dez PMs acusados de terem torturado o pedreiro Amarildo de Souza até a morte. Amarildo, de 43 anos, desapareceu em 14 de julho, depois de ter sido conduzido à sede da UPP para uma “averiguação”. “A denúncia deve ser distribuída no máximo até sexta-feira  por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o promotor Homero das Neves Freitas Filho. O relatório da polícia tem 180 páginas e o inquérito, quase 2 mil.

 

 

Entre os indiciados pelo delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio, estão dois oficiais: um tenente e um major. O major é Edson Santos, que comandava a UPP quando ocorreu o sumiço. Todos os policiais negam envolvimento no desaparecimento do pedreiro. Eles afirmam que Amarildo foi liberado e saiu sozinho da UPP. A saída não foi registrada pelas câmeras de segurança da unidade – a câmera da sede da UPP não estava funcionando. A polícia analisou as imagens de 80 câmeras e realizou escutas telefônicas.

 

Numa entrevista coletiva para explicar o resultado do inquérito, Rivaldo Barbosa disse apenas que “há um conjunto de provas testemunhais e de inteligência que levou à convicção” da participação de dez policiais militares da UPP da Rocinha no crime.

 

Os PMs foram indiciados sob acusação dos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. Indagado sobre quais provas existem no inquérito contra os PMs, Barbosa esquivou-se. “Em respeito ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que ainda estão apreciando o inquérito, preferimos não falar”, disse.

 

Barbosa afirmou que não foram encontrados vestígios de sangue na UPP. Questionado se Amarildo foi torturado e morto no posto policial, o delegado respondeu que não, mas não informou onde os crimes ocorreram. Ele confirmou que a polícia não conseguiu localizar o corpo do pedreiro

 

 

Tribuna do Norte

 

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