Delegado que originou a Lava Jato assume Coordenação-geral de Repressão à Corrupção da PF

Márcio Anselmo levou para Brasília dois delegados da equipe que atuavam no escândalo Petrobrás em Curitiba Márcio Anselmo, na Superintendência da PF no Paraná. FOTO GERALDO BUBNIAK / ESTADÃO Márcio Anselmo foi escolhido em 2017 como um dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil através do Portal Nacional dos Delegados Responsável por iniciar as investigações da Operação […]

Por Editoria Delegados

Márcio Anselmo levou para Brasília dois delegados da equipe que atuavam no escândalo Petrobrás em Curitiba

Márcio Anselmo, na Superintendência da PF no Paraná. FOTO GERALDO BUBNIAK / ESTADÃO

Márcio Anselmo foi escolhido em 2017 como um dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil através do Portal Nacional dos Delegados 

Responsável por iniciar as investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, à partir da retomada em 2013 de um inquérito de 2009 que estava parado, o delegado da Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo está prestes a assumir a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção (CGRC) da corporação, em Brasília.

E decidiu reforçar a equipe de lavagem de dinheiro com dois nomes da equipe de delegados do Paraná que atuavam com ele no escândalo Petrobrás para reforçar a nova estrutura da área: Maurício Moscardi Grillo e Renata da Silva Rodrigues.

Anselmo é considerado a alma da Lava Jato. Foi ele que sob o comando da delegada Erika Marena identificou nas escutas do Posto da Torre, em Brasília, do doleiro Carlos Habib Chater, o “Beto”, doleiro Alberto Youssef e desencadeou os fatos que resultaram em março de 2014 na primeira fase da Lava Jato.

Depois de ajudar a prender Marcelo Odebrecht, em junho de 2015, e conduzir as investigações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Anselmo deixou o grupo da Lava Jato em 2016, com a crise na força-tarefa gerada pelas interferências da Procuradoria Geral da República (PGR). Passou pelo cargo de corregedor na Superintendência da PF no Espírito Santo e atualmente comanda a Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros (DFIN).

Com a troca de comando na PF e a assunção de Rogério Galloro, Anselmo foi indicado e aguarda nomeação para chefiar a nova estrutura da CGRC, que teve incorporada a DFIN, que agora virou Serviço de Repressão aos Crimes Financeiros (SFIN).

O setor será assumido pela delegada Renata e subordinado à Coordenação de Lavagem de Dinheiro (CLD), posto de Moscardi.

Moscardi, novo coordenador-geral de lavagem de dinheiro, estava na Lava Jato desde o começo do escândalo e atuava como substituto do delegado regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná Igor Romário de Paula. Conduzia também a Operação Carne Fraca, contra corrupção na fiscalização do Ministério da Agricultura nas empresas de carnes e processados.

Renata entrou na Lava Jato na segunda fase, em que a equipe recebeu reforços com o crescimento da operação e foi uma das principais delegadas a conduzis os casos da Odebrecht.

Os dois também aguardam pela oficialização com a nomeação pelo ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungamann. Eles foram transferidos de Curitiba nesta quarta-feira, 11 – quatro dias após a prisão de Lula.

Com a mudança, haverá um reforço na área de combate aos crimes financeiros, que agora ganham uma coordenação, e com atenção especial ao desvio de recursos públicos.

Com a “importação” de dois nomes da equipe da Lava Jato de Curitiba, Anselmo, quer enfoque especial na corrupção de agentes públicos e políticos e o espelhamento de técnicas de investigação que deram certo no escândalo Petrobrás.

Estadão

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