Delegada atira em suspeito de estuprar a filha e consegue contê-lo, por Marcos Vinnicius Marinho Monteiro

A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO), município a cerca de 55 km da capital goiana, precisou atirar contra um homem, suspeito de estuprar a própria filha, para contê-lo. O suspeito tentou impedir que uma testemunha pegasse documentos para registrar a denúncia contra ele. O caso […]

Por Editoria Delegados

A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis (GO), município a cerca de 55 km da capital goiana, precisou atirar contra um homem, suspeito de estuprar a própria filha, para contê-lo. O suspeito tentou impedir que uma testemunha pegasse documentos para registrar a denúncia contra ele.

O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (27/9) na delegacia, localizada no Bairro Jundiaí. De acordo com a delegada Aline Lopes, por ausência de um policial, ela mesma entrou em conflito com o homem, após ele tentar arrastar a vítima do local à força.

A denúncia de abuso sexual estava sendo registrada na unidade policial pelo Conselho Tutelar. No momento, se faziam presentes a vítima – uma adolescente de 14 anos, a mãe dela e uma testemunha.

Ao tentar tirar a adolescente do local à força, a delegada conseguiu retirar a garota dos braços do pai e encaminhá-la para outra sala. Quando chegou ao local, a delegada se deparou com o homem na praça em frente à delegacia. Na sequência, a testemunha que denunciava o caso precisava ir até o carro para pegar seus documentos e a delegada a acompanhou, pois ela estava com medo.

Aline Lopes conta que assim que viu a testemunha, o homem já foi em direção dela, mesmo com o alerta para que ele ficasse longe.

“Ele continuou vindo na nossa direção. Quando ele chegou bem próximo de nós, ele falou para eu atirar nele, seguindo na direção da testemunha. Depois de muito verbalizar, efetuei um disparo na região da perna dele para fazer com que ele não agredisse nem a mim e nem a ela. O socorro foi acionado e a Corregedoria da Polícia Civil também”, afirmou a delegada.

A delegada explica que a ação se deu por legítima defesa. “Legítima defesa é impedir que a agressão continue e que ela cesse. Aquele tiro foi o suficiente para que ele não conseguisse o que estava querendo, que era agredir a testemunha, mesmo após diversas advertências”, afirmou.

De acordo com Aline Lopes, o homem foi autuado em flagrante por coação no curso do processo, uma vez que a intenção dele era impedir que a filha o denunciasse e passasse por exames. Ele foi encaminhado para o hospital, onde está sendo custodiado, e após ter alta, será preso, informou a delegada.

Sobre o caso de estupro, a investigadora relata que ainda não tem detalhes sobre a situação. O que a polícia sabe, até o momento, é que a mãe e a adolescente tem problemas mentais e que a menina teria relatado para uma vizinha o que o pai fazia com ela. A delegada informou que a polícia vai apurar o caso e o que motivou o homem a querer impedir que a polícia apurasse o caso. Ele será investigado pelo crime de estupro de vulnerável.

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