Casal envolvido na morte do empresário Pacovan é preso em São Luís

A Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) da Polícia Civil do Maranhão prendeu o madeireiro Francisco Heydyne do Nascimento, conhecido como “Cearense”, e sua namorada Fernanda Costa, acusados de participação na morte do empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, no município de Zé Doca. A prisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (10) […]

Por Editoria Delegados

A Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) da Polícia Civil do Maranhão prendeu o madeireiro Francisco Heydyne do Nascimento, conhecido como “Cearense”, e sua namorada Fernanda Costa, acusados de participação na morte do empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, no município de Zé Doca. A prisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (10) em um hotel na Avenida Litorânea, em São Luís.

O casal foi preso após mandados de prisão expedidos pelo juiz Marcelo Moraes Rego de Sousa, da 1ª Vara de Zé Doca, como resultado das investigações da Delegacia Geral de Polícia Civil, ainda sob a liderança do delegado Jair Paiva, por meio da SHPP e do Serviço de Inteligência da PC. Jair Paiva foi aprovado na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil, na Categoria Gestão, do Censo 2023 e concorre, novamente, agora em 2024.

Delegado Jair Paiva compõe a lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil

“Cearense” deveria ter se apresentado ontem por sua advogada para prestar depoimento sobre as acusações contra ele. No entanto, a prisão do casal foi decretada e os dois acabaram sendo presos hoje.

Fernanda Costa era uma pessoa de íntima confiança de Pacovan e movimentava grandes quantias em suas contas bancárias, conforme orientações do empresário.

Fernanda tinha uma ‘estreita relação’ com o empresário, para quem trabalhava há cerca de 12 anos. Ela realizava transferências de grandes quantias, saques volumosos e outras transações financeiras.

Fernanda também realizava pagamentos e entregava dinheiro em espécie a quem Pacovan autorizava. Ela conhecia profundamente Pacovan, sabia quem eram seus desafetos, quem lhe devia dinheiro, conhecia os políticos, com e sem mandato, que tinham negócios com seu patrão, e sabia, em ordem alfabética, os nomes dos pequenos e grandes empresários envolvidos em negociações com Josival. Pacovan confiava plenamente em Fernanda Costa, que também era a gerente do Posto Joyce.

Há cerca de seis meses, a relação de Pacovan com Fernanda Costa mudou, pois ele começou a desconfiar de um desfalque financeiro no dinheiro que estava nas contas bancárias de Fernanda, que começou a demonstrar um aumento significativo em seu patrimônio.

A desconfiança do empresário aumentou após sua ‘gerente’ e o namorado dela – um caminhoneiro que ela conheceu exatamente no Posto Joyce, de nome Francisco Heydyne do Nascimento, conhecido como “Cearense” – expandirem seus negócios e empreendimentos na cidade.

Com isso, Pacovan decidiu fazer uma espécie de prestação de contas, algo como uma ‘auditoria interna’ no dinheiro que estava sob o controle de Fernanda Costa. Foi então que o empresário descobriu um grande desfalque, o que provocou o rompimento entre eles. Contudo, ela se comprometeu a devolver todo o dinheiro que estava faltando.

A dívida teria sido parcelada em dez cheques, com uma entrada que Pacovan teria pegado com Fernanda, justamente no dia em que estava se deslocando de São Luís para Zé Doca e acabou sendo assassinado. Fernanda Costa já prestou dois depoimentos aos delegados da Polícia Civil que investigam o crime.

Morte de Pacovan

Em 14 de julho, o empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”, foi morto a tiros na cidade de Zé Doca. Durante o ataque, seu motorista também foi baleado e levado imediatamente para uma unidade de saúde local.

O crime ocorreu no Posto Joyce, anteriormente chamado de Cavalo de Aço, que pertence à vítima e está localizado na entrada da cidade. Após o homicídio, os autores fugiram por uma estrada vicinal e incendiaram o veículo Fiat Siena preto que utilizaram para cometer o crime.

Pacovan era conhecido por seu envolvimento em várias investigações relacionadas à agiotagem e à lavagem de dinheiro, atividades que lhe conferiram grande notoriedade no Maranhão, sendo considerado o maior agiota do estado.

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