Nov 27, 2021

Policiais civis da Bahia protestam em Salvador e cobram reajuste salarial

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Um grupo de investigadores, escrivães e peritos técnicos da Polícia Civil da Bahia fizeram um protesto nesta quarta-feira (27), em Salvador. O grupo cobrou reajuste salarial para a categoria.

Eles se concentraram em frente à sede da governadoria, e por volta de 12h20 fizeram uma caminhada pela Avenida Paralela, e retornou à sede do órgão. A mobilização provocou congestionamento na via, que foi liberada no final da manhã.

O sindicato que representa a classe informou que servidores dos três cargos têm exigência de nível superior para ingressar na corporação, mas recebem salário-base de R$ 1.047, que é pago a profissionais de nível médio. O sindicato detalha que os vencimentos são abaixo do salário mínimo.

De acordo com o diretor da entidade, Eustácio Lopes, o último reajuste ocorreu em 2014 e a Lei Orgânica que regulamenta o salário dos policiais foi revista em 2009, quando o governador Rui Costa era secretário da Casa Civil e negociou com os trabalhadores.

"Hoje a categoria se reúne aqui hoje para solicitar sensibilidade do governador para compreender e valorizar os trabalhadores da segurança pública. São sete anos sem reajuste. Queremos que ele regulamente o salário. Investigadores, escrivães e peritos técnicos têm a mesma exigência de nível superior do perito criminal, mas recebem salário de nível médio”, afirmou.

O Governo da Bahia informou, por meio de nota, que trabalha no planejamento da política de gastos para 2022, incluindo os investimentos em Recursos Humanos.

Ainda na nota, o governo explicou que em 2021, a administração estadual ainda permanece sob as regras da Lei Federal 173/2020, que estabeleceu o programa federativo de enfrentamento ao novo coronavírus e proíbe aumento de despesas com pessoal nos estados. No entanto, a administração estadual salientou que concedeu promoções e progressões de carreira na Polícia Civil, dentre dos parâmetros legais permitidos e de acordo com os limites impostos pela responsabilidade fiscal.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e com a Secretaria da Segurança Pública, e aguarda um posicionamento.


G1

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