Out 19, 2018

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PF cria centro de controle em "semana crítica" para crimes eleitorais

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A Polícia Federal inaugurou nesta segunda-feira (1º), em Brasília, o Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições 2018. O centro vai reunir a atuação de 14 órgãos federais para a segurança das eleições e o combate a crimes eleitorais em todo o país.

Fazem parte do centro, por exemplo, o Ministério Público, o TCU (Tribunal de Contas da União), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda.

A ideia é dar uma resposta mais rápida às irregularidades eleitorais ou acontecimentos que ameacem a segurança das eleições.

Segundo o delegado Thiago Borelli, coordenador do centro, a semana que antecede o dia de votação é considerada "crítica" em relação ao cometimento de crimes eleitorais, quando normalmente é registrado um aumento de 50% nos inquéritos instaurados para apurar esse tipo de crime.

Entre os crimes eleitorais mais verificados nesse período estão boca de urna, fraude eleitoral, transporte irregular de eleitor e propaganda política irregular. A PF, e os demais órgãos, também estarão atentos a movimentações financeiras suspeitas nas campanhas.

Este ano a Polícia Federal já investigou 1.670 casos suspeitos de crime eleitoral.

Esta é a primeira eleição em que os órgãos de segurança criam um centro desse tipo. Segundo Rogério Galloro, diretor-geral da PF, a iniciativa foi baseada na experiência positiva na segurança de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.


Após o ataque contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), a Polícia Federal também decidiu reforçar a atenção à segurança dos presidenciáveis. Os seis candidatos ao Planalto que solicitaram o apoio de agentes da PF na sua segurança passaram a ter as equipes de campanha monitoradas por GPS. Do centro eleitoral será possível acompanhar em tempo real a localização de cada candidato.

"Esse pleito em especial nos traz uma preocupação a mais que é a segurança dos candidatos", disse Rogério Galloro.

O ministro da Segurança, Raul Jungmann, afirmou que o combate à atuação de organizações criminosas e às chamadas fake news (notícias falsas, em inglês) também serão intensificados pela atuação do centro eleitoral.

"Neste caso, as informações são cruzadas, elas são reunidas a partir desses órgãos que estão trabalhando conosco e nós enviamos esses indícios ao Tribunal Superior Eleitoral, que nos autorizará, ou não, a prosseguir com a investigação", disse.

Não caberá à Polícia Federal avaliar a veracidade das notícias supostamente falsas, mas tão somente processar o encaminhamento das denúncias à Justiça Eleitoral e eventualmente colaborar com as investigações.

UOL


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