Suspeito de matar delegado na Bahia foi morto por traficantes, diz polícia

    Um dos quatro suspeitos já identificados pela morte do delegado Eduardo Rafael Santana Lima, 35 anos, foi morto na tarde da última quinta-feira (10) por traficantes no bairro de Pau Miúdo. As informações foram confirmadas pelo delegado titular da Delegacia de Repressão à Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e responsável pelo caso […]

Por Editoria Delegados

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Um dos quatro suspeitos já identificados pela morte do delegado Eduardo Rafael Santana Lima, 35 anos, foi morto na tarde da última quinta-feira (10) por traficantes no bairro de Pau Miúdo. As informações foram confirmadas pelo delegado titular da Delegacia de Repressão à Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e responsável pelo caso Nilton Borba.

 

Identificado como ‘Piloto’ e apontado como o autor dos disparos que matou o delegado Eduardo, ele teria sido morto por traficantes da região logo após o crime. Ainda segundo informações de Nilton Borba, o suspeito já tinha passagens pela DRFRV por roubos de veículos.

 

Além de Piloto, a polícia já identificou e está a procura de outros três suspeitos, segundo a TV Bahia, entre eles dois adolescentes que participaram do latrocínio – roubo seguido de morte.

 

O corpo do delegado Eduardo foi enterrado na manhã de sexta-feira (9), no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Familiares, colegas e amigos se emocionaram no sepultamento.

 

Colegas de profissão relataram a violência que afeta Salvador e que deixa vítimas até mesmo os próprios agentes de segurança. “Nós precisamos continuar lutando, somos profissionais da polícia, fizemos a nossa escolha, e a sociedade precisa do nosso trabalho”, disse o secretário Maurício Barbosa em entrevista a emissoras de televisão.

 

Eduardo, que atuava na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), morreu depois de reagir a um assalto  em frente ao prédio em que morava, no Barbalho, na madrugada da última quinta (8).

 

 

Dois tiros atingiram a região abdominal, um o tórax e uma bala acertou sua coxa direita. O delegado chegou a ser levado por PMs para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia para retirada do baço e um dos rins, mas morreu na manhã de ontem. O corpo de Eduardo será sepultado hoje, às 9h, no cemitério Jardim da Saudade.

 

Crime

Eram 23 horas quando Eduardo Rafael Lima voltou da academia de ginástica e abriu o portão da garagem do Edifício Compostela, na rua Engenheiro João Pimenta Bastos. No seu apartamento, a mulher e o filho dormiam.

 

De acordo com vizinhos e a polícia, depois que entrou na garagem, o delegado foi abordado por dois criminosos que chegaram a pé. Eduardo teria reagido e tomado o revólver calibre 38 de um dos bandidos. No embate com os assaltantes, ele acabou sendo atingido.

Os criminosos fugiram levando o carro do delegado, um Gol branco de placa NZX-8789, além de documentos e duas armas do policial. O veículo foi encontrado na manhã de ontem, na Boca do Rio, com um abará no teto. O carro já passou por perícia.

 

O delegado geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, informou que os investigadores trabalham com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que os suspeitos fugiram deixando para trás o delegado vivo.

 

No prédio em que Eduardo morava, vizinhos disseram ter passado por momentos de pânico. “Tinha terminado um jogo na TV e percebi o portão da garagem ser aberto. Eduardo entrou na garagem. Depois, só ouvi os tiros. Pelo que dava pra ouvir, ele lutou com os ladrões”, contou uma vizinha, pedindo anonimato.

 

Segundo ela, Eduardo ainda deixou a garagem baleado, com a mão na barriga, e atravessou a rua para pedir socorro. “Acabou caindo na calçada. Ele ainda estava lúcido e repetia que tinham levado os documentos”, contou.

 

Outra moradora do prédio afirmou ter visto um dos criminosos deixar o local tentando disfarçar. “Um deles saiu com uma camisa quadriculada cobrindo o rosto pra ninguém identificar”, relatou.

 

“A gente olha a rua quando chega alguém porque já aconteceram outros assaltos aqui no prédio, mas nunca foi assim. Há seis meses, um sobrinho meu foi rendido por bandidos e trancado num quartinho da garagem, às 6h30. Os ladrões levaram o carro”, comentou a mesma moradora.

 

Na garagem onde ocorreu o crime, a polícia encontrou o revólver calibre 38 usado pelos criminosos na abordagem, além de cinco balas disparadas e uma intacta.

 

Uma amiga da vítima, que também pediu para não ser identificada, ajudou a dar os primeiros socorros. “Ele é meu amigo. Estudo Enfermagem e corri pra ajudar a estancar o sangue”, relembrou.

 

Nesta quinta (8) pela manhã, no HGE, antes de a morte de Eduardo ser confirmada, parentes, amigos e colegas do delegado fizeram vigília. O representante comercial André Vinícius, 31, sobrinho da vítima, resumiu como via Eduardo. “Ele era o melhor cara do mundo”, disse.

 

Eduardo deixou uma filha de 6 anos, fruto de seu primeiro casamento com uma delegada de Ilhéus, e um enteado de 3 anos, filho de sua atual mulher, Maynara Fernandes. Pela manhã, ela esteve na DRFRV para conversar com o delegado Nilton Borba, titular da unidade onde o marido estava lotado.

 

Além das equipes da DRFRV, o delegado geral Hélio Jorge Paixão determinou que investigadores e delegados do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) também se integrem na busca pelos criminosos.

 

Investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, também estiveram no prédio onde a vítima morava para acompanhar as investigações, coordenadas pelos delegados Nilton Borba (titular da DRFRV) e Cleandro Pimenta (titular do DCCP). Até o fechamento desta edição, às 22h, ninguém havia sido preso.

 

Correio da Bahia

 

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