Site mostra o Mapa das Facções no Brasil

O que são as Facções? Clique AQUI e acesse o site que apresenta o mapa das facções em todo o Brasil. As Facções são grupos de criminosos que se unem com o intuito de se fortalecer no crime e atingir mais retorno financeiro. Geralmente as facções se fortalecem nos presídios e é dentro deles que […]

Por Editoria Delegados

O que são as Facções?

Clique AQUI e acesse o site que apresenta o mapa das facções em todo o Brasil.

As Facções são grupos de criminosos que se unem com o intuito de se fortalecer no crime e atingir mais retorno financeiro. Geralmente as facções se fortalecem nos presídios e é dentro deles que aliciam e batizam novos “soldados” do crime.

O modo de agir das facções tem algumas peculiaridades que as diferenciam porém a maioria delas cometem muitos dos mesmos tipos de crimes, são eles:

– Tráfico de Drogas e de Armas;

– Assaltos (Cargas, Bancos);

– Sequestros e Extorsão;

– Organizam Rebeliões;

– Contrabando e Descaminho;

– Rufianismo (Tirar proveito da prostituição alheia);

– Venda de Cigarros falsificados;

– Expulsam moradores de casas em territórios dominados e alugam o imóvel para outras pessoas;

– Explosão de Caixas Eletrônicos;

– Crimes Financeiros Virtuais;

– Extorsão por telefone de dentro dos presídios;

– Investem em empresas legais e tradicionais ou abrem empresas de faixada para lavagem de dinheiro.

Muitas vezes as facções iniciam suas atividades com um viés anti-repressão ou exigindo direitos para ter apoio na comunidade em que atuam, porém essa é simplesmente a fachada do imenso rol de crimes que foi listado acima.

Durante muito tempo, tanto Imprensa quanto Estados optaram por não falar das facções como forma de não darem visibilidade a elas. Hoje a sociedade está colhendo os frutos e a Imprensa está divulgando o resultado de 30 anos de descaso com a questão criminal das facções.

A maioria dos integrantes de uma facção são pessoas excluídas, ou seja, que geralmente tiveram infâncias difíceis, pais ausentes, pouco nível de estudo, consequentemente poucas oportunidades de trabalho e entraram no mundo do crime e obviamente como iniciantes em pequenos crimes, acabam sendo presos.

É como se o Estado só passasse a olhar para esse indivíduo no momento em que se decidiu cometer crimes. Nesse momento – Polícia, Imprensa, Judiciário e Sistema Prisional passam a considerar e dar importância a essa pessoa. Só, que além do Estado, tem mais um grupo que também irá dar atenção a esses excluídos, esse grupo será alguma facção criminosa e nesse momento o excluído irá passar a ser um novo integrante para facção.

O modo do Estado deixar mães e seu filhos ainda bebês, crianças e jovens no esquecimento social e ao completarem 18 anos serem presos por pequenos delitos tem funcionando como uma espécie de Departamento de Recursos Humanos para as Facções.

Apesar de as facções não aceitarem integrantes que tenham cometido crimes sexuais, outras facções (também buscando excluídos) optam por pegar todos esses renegados e assim formar facções próprias como é o caso da facção “Povo de Israel”. Veja novamente a lógica pela busca de excluídos sempre se repetindo.

A maioria dos grupos cobram mensalidade dos integrantes, o chamado “dízimo” ou “Cebola”. Essa taxa costumeiramente é utilizada para:

– Manter a facção;
– Pagar advogados;
– Ajudar familiares dos presos;
– Arcar com custos de transporte para as visitas nos presídios.

As facções estão dominando o país e querem entrar cada vez mais na política, querem dominar as ideias, apadrinhar comunidades inteiras, ter poder eleitoral e quanto mais o Estado nega a existência das facções, mais elas crescem.

Estamos caminhando para um Narco-Estado de reconhecimento internacional assim como tem sido na Colômbia. Líderes do tráfico virando celebridades entrando na política e dominando o país. Esses mesmos criminosos também tentam ganhar reconhecimento na igreja e na sociedade como um todo, assim como a máfia Cosa Nostra da Itália.

No PCC por exemplo menos de 1% dos faccionados levam vida de luxo proporcionada pelo tráfico. A grande maioria são EXCLUÍDOS, muitas vezes pobres, sem estudo.

Não estamos aqui querendo defender ou justificar isso ou aquilo. Só explicando como tem sido os últimos 30 anos que fizeram as facções hoje terem mais integrantes que a quantidade de policiais do país.

Para a grande maioria de “pés rapados” das facções, ser um integrante faccionado é simplesmente a possibilidade de ter um lugar pra dormir e algo pra comer na cadeia e que sua família receba uma cesta básica todo mês.

PCC, FDN, CV se alimentam da pobreza, do preconceito, da falta de ensino de boa qualidade, enfim o PCC se alimenta da pobreza social. Enquanto o Estado perpetuar essa situação, as facções vão continuar crescendo 9 vezes mais rápido que o crescimento normal da população do país.

Quando um Estado qualquer do país começa a sofrer com ônibus incendiados, ataques às forças de segurança pública e outros órgãos do Estado é um sinal de que os líderes de uma ou outra facção estejam reagindo a alguma situação de maior opressão contra a criminalidade como revistas constantes nos presídios, transferência de líderes de facção para presídios com maior segurança ou inclusão de determinados presos em RDD.

É muito importante julgar, prender, atuar. O Estado só está em relativo controle por causa dos bons policiais. Mas aqui estamos estudando a origem e como poderíamos diminuir a quantidade de excluídos e assim pararmos de alimentar as facções.

Em 2020 por conta da Pandemia do Coronavirus esperava-se que as Facções começassem a ter diminuição nos lucros do Tráfico porém ocorreu o contrário, houve aumento nos lucros para as facções. Com o isolamento social e a diminuição das pessoas em circulação, facções como CV e PCC começaram a pulverizar a forma de tráfico e vender mais no varejo. Modalidades como teleentrega foram adicionadas às atividades dos grupos criminosos e até venda com pagamento pelas maquininhas de cartão.

 

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