Quatro réus são condenados a mais de 100 anos pela morte de policial militar em MT

(MT) Tribunal do Júri condenou os quatro réus acusados do assassinato do sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, morto a tiros no dia 22 de janeiro de 2024, em Pedra Preta

Por Editoria Delegados

O julgamento foi realizado nesta semana e encerra um dos casos criminais de maior repercussão na região nos últimos anos.

Djalma foi executado enquanto caminhava nas proximidades do Centro de Eventos Alexandrina, na região central da cidade. Ele foi atingido por diversos disparos de arma de fogo na cabeça. Logo após o crime, os autores fugiram em um veículo Renault Sandero, que posteriormente foi localizado incendiado.

Investigação e operação policial

Desde as primeiras horas após o homicídio, uma força-tarefa envolvendo Polícia Militar e Polícia Civil foi mobilizada. As investigações apontaram que o sargento vinha sendo monitorado por integrantes de uma organização criminosa por semanas antes da execução.

Em janeiro de 2024, Paulo Ricardo da Silva Ferreira foi o primeiro suspeito preso, identificado como responsável pelo veículo utilizado no crime. Em março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Black Stone, que cumpriu mandados de prisão e busca em Pedra Preta, Rondonópolis e Cuiabá, resultando na prisão dos demais envolvidos.

Paulo Ricardo da Silva Ferreira preso pela Polícia Civil 6 dias após o crime

Durante a operação, Graciel da Silva Muniz, apontado como um dos executores do crime, morreu em confronto com o Grupo de Operações Especiais (GOE), em Cuiabá. Com ele, a polícia apreendeu duas pistolas calibre 9mm, sendo uma delas posteriormente confirmada por perícia como a arma usada na execução do sargento.

Graciel da Silva Muniz morto durante troca de tiro com o GOE

Denúncia e julgamento

O Ministério Público denunciou quatro réus por homicídio qualificado e organização criminosa, sustentando que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e colocando em risco a coletividade, já que ocorreu em local público e em horário de grande circulação de pessoas.

Após o julgamento, a Justiça condenou os acusados às seguintes penas:

  • Paulo Ricardo da Silva Ferreira: 33 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, além de 97 dias-multa
  • Yan Michael Anchieta da Costa: 32 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão
  • Luan da Silva Santos: 24 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão, mais 45 dias-multa
  • João Victor Procópio dos Santos: 21 anos de reclusão, além de 45 dias-multa

Somadas, as penas ultrapassam 100 anos de prisão.

O assassinato do sargento Djalma causou forte comoção em Pedra Preta e em toda a região sul de Mato Grosso.

Veja o caso na ordem cronológica dos fatos:

  • Policial Militar é morto com sete tiros na cabeça em Pedra Preta
  • Força tarefa segue em busca de assassino de policial militar em Pedra Preta
  • Polícia identifica assassino de policial militar; autor tem arma registrada no nome e é considerado de alta periculosidade
  • Acusado de matar sargento da PM é preso pela Polícia Civil
  • DERF Rondonópolis | Operação mira alvos investigados por assassinato de sargento da PM
  • Investigado pela morte de PM morre ao reagir prisão do GOE
  • Principal envolvido em execução de sargento tinha passagens criminais e era de Rondonópolis
  • Polícia indicia quadrilha responsável pela morte do sargento da PM
  • Acusados de matar sargento da PM são denunciados pelo Ministério Público
  • Pistola apreendida pela Polícia Civil é confirmada em perícia como arma usada na execução de PM

 

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