Polícia Civil e professores estaduais param por 24 horas na Bahia

  Quase 13 horas após a decretação da greve da Polícia Militar, anunciada na noite de terça-feira (15), a Polícia Civil da Bahia iniciou uma paralisação de 24 horas em todo o estado. O movimento, decidido em assembleia na segunda-feira (14), foi iniciado às 8h da manhã desta quarta (16).   De acordo com o […]

Por Editoria Delegados

 

Quase 13 horas após a decretação da greve da Polícia Militar, anunciada na noite de terça-feira (15), a Polícia Civil da Bahia iniciou uma paralisação de 24 horas em todo o estado. O movimento, decidido em assembleia na segunda-feira (14), foi iniciado às 8h da manhã desta quarta (16).

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (Sindpoc), Marcos de Oliveira, até as 8h da manhã de quinta (16), apenas 30% do efetivo da categoria estará em atuação garantindo atendimentos relacionados a prisões em flagrante, levantamentos cadavéricos, crimes contra a criança e atentados à vida.

 

Conforme Oliveira, a paralisação interrompe os trabalhos da perícia, as investigações criminais e os registros de queixas que estejam fora das autuações em flagrante. “Queremos discutir uma mudança de gestão que garanta melhorias no atendimento à sociedade. Esperamos mudanças que priorizem melhorias na estruturação e investimentos na capacitação”, ressalta.

 

Dentre as reivindicações da categoria, segundo Marcos de Oliveira, estão a antecipação da aposentadoria dos homens da polícia de 35 para 30 anos e das mulheres de 30 para 35, como também o pagamento relacionado às perdas salariais decorrentes da mudança do Cruzeiro Real para a Unidade Real de Valor (URV), em 1994.

 

Além destas reivindicações, os servidores afirmam que não aprovam o projeto de lei que define o reajuste dos funcionários do Estado parcelado em duas vezes. Para discutir propostas que debem ser apresentadas ao Governo do Estado, a categoria está reunida desde as 9h desta quarta-feira (16), no ginásio de esporte dos Bancários, no bairro dos Aflitos. Segundo Oliveira, categoria pode decidir por continuação da paralisação.

 

Professores

Também no ginásio dos Bancários, os professores da rede estadual de ensino da Bahia estão reunidos em assembleia desde as 9h desta quarta-feira para discutir melhorias. Assim como a Polícia Civil, a categoria também realiza paralisação de 24 horas.

 

Os trabalhadores questionam o reajuste linear do governo para a categoria, que será dividido em duas vezes: 2% em abril, retroativos a janeiro, e 3,91% sobre o salário de abril, no mês de julho, totalizando 5,91%. Esta última parcela seria paga no mês de setembro e foi antecipada pelo governo.

 

G1

 

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