Ousadia da Ousadia! Terroristas metralham Delegacia de Polícia Civil do Rio!

O ataque de criminosos a uma delegacia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sábado (15), após a prisão de um chefe do tráfico da comunidade Vai-Quem-Quer, expõe a escalada da violência e a audácia das facções criminosas no Rio de Janeiro. O episódio deixou dois policiais feridos e resultou em uma […]

Por Editoria Delegados

O ataque de criminosos a uma delegacia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sábado (15), após a prisão de um chefe do tráfico da comunidade Vai-Quem-Quer, expõe a escalada da violência e a audácia das facções criminosas no Rio de Janeiro. O episódio deixou dois policiais feridos e resultou em uma operação de resposta por parte da Polícia Civil, que já prendeu seis suspeitos e confirmou a morte de um homem em confronto.

Ação criminosa e resposta das autoridades

Segundo a Polícia Civil, o ataque foi uma retaliação à operação que, além de prender o líder do tráfico da região, também capturou um homem apontado como seu segurança pessoal. A ofensiva dos criminosos aconteceu na 60ª DP, em Duque de Caxias, mas, no momento da ação, os detidos já haviam sido transferidos para a Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.

O ataque foi classificado pelo delegado Felipe Curi como um “ato terrorista”, atingindo não apenas os policiais, mas toda a população fluminense. Segundo ele, a resposta do Estado será contundente, com operações intensificadas nas comunidades envolvidas e a transferência imediata dos presos para presídios federais.

Delegacia destruída e feridos

A emboscada ocorreu na Delegacia de Campos Elíseos, onde pelo menos 10 criminosos cercaram o local e abriram fogo. Dois policiais resistiram e impediram a invasão, mesmo após serem atingidos. A troca de tiros destruiu a entrada da delegacia. Os feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, onde receberam alta após atendimento médico.

Diante da ofensiva, a segurança no entorno da delegacia foi reforçada e novas incursões foram realizadas em pontos estratégicos da região, como as comunidades Vai Quem Quer, Rua 7, Santa Lúcia e Rodrigues Alves.

Declarações do governador e endurecimento da política de segurança

O governador Cláudio Castro se manifestou sobre o ataque em suas redes sociais, afirmando que os criminosos foram identificados e que a polícia irá capturá-los. Em tom incisivo, criticou setores que questionam a ação policial e declarou:

“Já identificamos todos eles e vamos pegá-los de qualquer jeito. E já vou avisando à turminha dos ‘direitos humanos’, não encham o meu saco, porque a resposta será dura e na mesma proporção, só que com efetividade e dentro da lei”.

As declarações do governador reforçam a linha dura do governo estadual contra facções criminosas, defendendo uma atuação sem limitações impostas por órgãos de controle e organizações de direitos humanos.

Já o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, garantiu que as operações continuarão “com toda a força do Estado” e afirmou que “a fatura chegou e a conta é alta”, sinalizando uma intensificação do combate ao crime organizado.

Impacto na segurança pública

A tentativa de resgate evidencia o poderio bélico das facções e sua capacidade de articulação, mesmo diante da presença policial. Ações dessa natureza reforçam a necessidade de um reforço nas medidas de inteligência e repressãocontra esses grupos.

O caso também ressalta um cenário de impunidade e desafio à autoridade do Estado, especialmente quando criminosos não hesitam em atacar forças policiais. O endurecimento das operações e a possível transferência dos chefes do tráfico para presídios federais podem ajudar a desarticular as facções, mas também podem gerar novas retaliações e escaladas da violência.

Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil segue em busca dos envolvidos no ataque e pretende manter a ofensiva contra o tráfico na Baixada Fluminense.

Polícia captura seis criminosos que metralharam delegacia no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro capturou seis homens e matou um durante operação para prender os responsáveis pelo ataque a tiros contra a 60ª Delegacia de Polícia de Campos Elíseos, em Duque de Caxias (RJ). A ação criminosa ocorreu na tarde desse sábado (15/2), após uma ação policial que resultou na prisão de dois traficantes da comunidade Vai Quem Quer.

Após as prisões, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, acompanhada da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar, realizou pronunciamento sobre a operação deste domingo (16/02). Durante a coletiva, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, ressaltou que dará uma resposta “à altura” pela ação dos bandidos.

“A resposta será dada à altura deste ato terrorista contra policiais civis, a sociedade fluminense e todos os integrantes das forças de segurança. Ao final dessa investigação, terá outra operação: com toda a força do Estado”, disse.


Ataque

  • As informações de inteligência da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) levaram à captura de dois criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV), Rodolfo Manhães Viana, conhecido como “Rato” e apontado como chefe do tráfico na região, além de seu braço direito, Wesley de Souza do Espírito Santo, o “W”. Durante a abordagem, foi apreendido um fuzil em posse da dupla.
  • Horas após a prisão, criminosos ligados à mesma facção criminosa, sob o comando de Joab da Conceição Silva, atacaram a delegacia na tentativa de resgatar os comparsas.
  • Porém, os presos já tinham sido transferidos para a sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter). Dois agentes foram feridos e socorridos no Hospital Adão Pereira Nunes. Ambos receberam alta.

Diante dos ataques, a Polícia Civil solicitou a transferência dos detidos para um presídio federal de segurança máxima. Os agentes realizam uma grande operação nas comunidades Vai Quem Quer, Rua 7, Santa Lúcia e Rodrigues Alves, em Duque de Caxias, que levou à captura.

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