Menor é arrastada por segurança de mercado após falsa acusação de furto

    A família de uma adolescente de 17 anos registrou um boletim de ocorrência contra um supermercado em São Vicente, no litoral de São Paulo, após a jovem ter passado momentos de humilhação devido ao comportamento de um segurança do comércio. Segundo a menor, ele a arrastou do ponto de ônibus até o meio […]

Por Editoria Delegados

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A família de uma adolescente de 17 anos registrou um boletim de ocorrência contra um supermercado em São Vicente, no litoral de São Paulo, após a jovem ter passado momentos de humilhação devido ao comportamento de um segurança do comércio. Segundo a menor, ele a arrastou do ponto de ônibus até o meio do supermercado acusando-a de roubo, porém, ao abrir a bolsa da garota, nada foi encontrado.

 

A adolescente Thuany Silva de Oliveira conta que foi acompanhar a avó para fazer compras na tarde da última sexta-feira (14). Enquanto a avó pagava as compras, a menor foi até o caixa eletrônico, que fica dentro do supermercado, para sacar dinheiro. Depois de tirar o dinheiro ela foi embora, sem entrar na parte da loja do mercado, e seguiu para pegar um ônibus na rua, já que iria para o curso de manutenção de aeronave que faz em uma escola técnica.

 

Já no ponto de ônibus, que fica a cerca de 100 metros do supermercado, a menor foi abordada pelo homem. “Ele me falou para ir para um canto e não se identificou como segurança. Eu disse que não ia e ele começou a me puxar, me arrastar e falar que eu roubei. Me puxou pelo braço e puxou minha bolsa. Toda hora ele falava: você não tem força, sou mais forte do que você. Todo o estabelecimento foi para fora, eu pedi socorro, cheguei a pedir pelo amor de Deus, porque não tinha feito nada. Ele continuou me arrastando, me puxou até o mercado, abriu toda a minha bolsa e tirou tudo o que tinha dentro. Ele olhou a bolsa, falou que foi engano e foi embora”, conta Thuany.

 

A jovem acredita que ninguém a socorreu por acreditar que a confusão poderia ser uma briga de namorados. “Fiquei lá totalmente nervosa, chorando muito e, depois disso, liguei para os meus tios. A polícia chegou e conversou com a gerente, que falou que não era assunto dela porque ele é de uma empresa terceirizada de Guarujá. Me senti completamente nervosa. Nunca tinha passado por uma situação dessas. Achava que eu ia ser assaltada e que era um pretexto ele ter falado que eu roubei, porque foi do nada. Até pensei que seria estuprada. Ele me levou até o meio, na seção de frutas e verduras e abriu a minha bolsa. Todo mundo ficou olhando e ninguém fez nada”, reclama a menor.

 

O advogado da vítima, Eduardo Oliveira, afirma que foi registrado um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher por causa do constrangimento. Ele vai solicitar as imagens das câmeras do supermercado. “Foi um procedimento equivocado, violento e vexatório para a Thuany. Eles não têm esse poder de polícia. Podiam ter agido de outra forma, mais amena, convidado para ir ao mercado e conversado. A gerente foi omissa nesse ponto, porque falou que não sabia nem qual era o nome da pessoa, falou que não tinha nenhuma responsabilidade, sendo que a responsabilidade total é do supermercado.

 

Uma menor, de 17 anos, estudante, passar por um constrangimento desses. Isso ofende a moral da menor, fora o prejuízo nos estudos, pois ela perdeu uma prova. Independente de ser terceirizado ou não, o Extra tem que saber quem são os funcionários que trabalham e que frequentam a loja.

 

Em nota enviada ao G1, o Extra afirma que pauta suas ações no respeito ao cliente e realiza treinamentos periódicos para garantir a excelência no padrão operacional exigido pela companhia. A empresa informa que o fato narrado é pontual e não condiz com as normas de conduta da rede. A companhia está tomando todas as medidas cabíveis em conjunto com a empresa terceirizada responsável pela administração do estacionamento e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos.

 

Já a empresa Ronda, de Guarujá, afirma que o fato não condiz com as normas da empresa e que nenhum funcionário está autorizado a abordar os clientes do supermercado. Ainda segundo a nota, o trabalho dos funcionários é limitado a juntar carrinhos e dar apoio ao pessoal do supermercado. A empresa está apurando os fatos para ter certeza do acontecido. Se o fato for confirmado, a Ronda tomará as medidas cabíveis.

 

G1

 

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