Juízes e procuradores anunciam ‘mobilização’ contra reforma da Previdência

Associações também vão entregar carta à presidente do STF, Cármen Lúcia, com críticas a projetos envolvendo abuso de autoridades e prerrogativas de advogados Associações de juízes e procuradores anunciaram nesta quarta-feira (31) uma “mobilização” em oposição à reforma da Previdência e outras propostas em tramitação no Congresso que afetam as duas categorias. Nesta quarta, […]

Por Editoria Delegados

Associações também vão entregar carta à presidente do STF, Cármen Lúcia, com críticas a projetos envolvendo abuso de autoridades e prerrogativas de advogados

 

Associações de juízes e procuradores anunciaram nesta quarta-feira (31) uma “mobilização” em oposição à reforma da Previdência e outras propostas em tramitação no Congresso que afetam as duas categorias. Nesta quarta, o presidente Michel Temer previu a aprovação da reforma no Congressso até março.

A principal crítica em relação à proposta de emenda à Constituição 287/2016, que altera as regras de aposentadorias, é a perda da integralidade e da paridade das pensões.

Com isso, juízes aposentados deixarão de receber o mesmo salário de quando deixaram o serviço público e não terão direito a reajustes concedidos aos magistrados ativos. Isso ocorrerá com magistrados que tenham menos de 50 anos (homens) ou 45 anos (mulheres) a partir do momento em que PEC for promulgada.

“É lamentável que o governo use a propaganda oficial para achincalhar o servidor público”, disse em entrevista à imprensa o juiz Guilherme Feliciano, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a principal entidade de juízes que se opõe à reforma da Previdência.

A “mobilização” anunciada aos jornalistas consistirá em dois atos nesta quinta-feira (1º): a entrega de uma carta à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reunindo as reivindicações de juízes e membros do Ministério Público. Depois, à tarde, os representantes das associações irão à Câmara para discursar ao lado de parlamentares.

Participam do movimento a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e a Anamatra.

Os líderes das entidades reforçam que a reforma da Previdência, na avaliação deles, não é ruim apenas para o servidor, mas também para o trabalhador do regime privado.

“Nós não temos nenhum representante. O que fazemos é o esclarecimento do eleitorado, para que os parlamentares sejam procurados pelos cidadãos para questionarem os efeitos da reforma da Previdência”, explicou o presidente da Ajufe, Roberto Carvalho.

Na entrevista, as associações também chamaram a atenção para outros projetos em andamento no Congresso que, segundo elas, representam “ataques” à magistratura, que estariam sendo articulados pela classe política em reação ao trabalho de juízes e procuradores no combate à corrupção.

Foi destacado projeto que criminaliza atos que violem prerrogativas da advocacia. Texto já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara fixa pena de 1 a 4 anos de prisão para quem impedir o “exercício da profissão”, o auxílio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em caso de prisão, o acesso de documentos judiciais, a prisão preventiva de advogados em cadeias comuns, entre outros atos.

O presidente da AMB, Jayme de Oliveira, vê no projeto uma “agressão baixa e vil contra o Judiciário”. “A nossa maior preocupação tem sido com o estado democrático de direito. Percebemos movimentos coordenados que tentam enfraquecer o poder judiciário, que tentam enfraquecer a democracia. Toda vez que judiciário cumpre seu papel, maior os ataques contra ele”, disse, ressaltando que as propostas são uma reação ao combate à corrupção.

Outro projeto que preocupa juízes e procuradores é o que atualiza a lei contra o abuso de autoridade. Membros do Ministério Público temem, por exemplo, serem punidos caso uma pessoa investigada e denunciada seja absolvida posteriormente.

“O projeto sobre o abuso de autoridade trata a prática de atos rotineiros como crimes, vai contra nossa independência e autonomia como instituição”, disse Ana Claudia Monteiro, vice-presidente da ANPT.

Na entrevista à imprensa, as entidades também defenderam a manutenção do auxílio-moradia para as duas categorias. Disseram que o benefício está previsto na Constituição como um direito e que aguardarão decisão do STF sobre sua validade.

G1

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

Veja mais

II Conferência de Segurança Pública Ilab-Segurança 2026

(DF) A II Conferência de Segurança Pública - iLab Segurança 2026 ocorrerá de 3 a 6 de março de 2026, em Brasília-DF

Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dezenas de invólucros de entorpecentes e o uso de drogas

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados elaborou todos os modelos necessários para o delegado de polícia. O assinante poderá usar cada modelo e apenas colocar referências ou incluir

”Reajuste de 45% para Polícia Civil anunciado por Tarcísio é fake news”, alerta Sindicato dos Delegados

(SP) Entidade desafia policiais a provarem, no holerite, aumento divulgado pelo Estado; percentual inflado se apropria de reajuste concedido na gestão anterior pelo então governador João Doria

Flagrante de quem acaba de adquirir a droga e confere a quantidade recebida

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

Flagrante de quem acaba de adquirir a droga e confere a quantidade recebida | decisões jurídicas policiais

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

“Carnaval Policial”: aplicativo indispensável para policiais no período carnavalesco

Plataforma estratégica com atualização diária, inteligência artificial exclusiva e soluções jurídicas integradas para fortalecer a atuação policial em todo o Brasil

Após operação policial, delegado Charles Pessoa toma café da manhã ao som de marchinhas de Carnaval

(PI) Trabalho incansável, compromisso público e valorização cultural marcam atuação da Polícia Civil do Piauí
Veja mais

“Valorização da Polícia Civil tem de ser real, não mero palanque político”, critica Sindicato dos Delegados

(SP) Diretoria do triênio 2026/2029 tomou posse, nessa segunda-feira (9/2), em sessão solene, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); promessas do Governo do Estado para a classe,

“Policial, você está me abordando só porque eu sou gay?” | decisões jurídicas policiais

Ativismo de conveniência, preconceito sexual internalizado e a atuação policial frente à alegação infundada de discriminação. Limites do Questionamento Jurídico e da Liberdade de Expressão. Protocolo Policial aplicável

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa tampada, amassada, levantada ou adulterada: decisões jurídicas policiais

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa: tampada, amassada, levantada ou adulterada

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

STF tem maioria para declarar omissão de Minas Gerais em lei sobre remuneração de delegados

(MG) O dispositivo constitucional é impositivo e que, diante da ausência de lei estadual para regulamentar o assunto, estava configurada a omissão normativa

Praticar peculato mas não cometer crime: decisões jurídicas policiais

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados apresenta exemplos de decisões que o delegado de polícia pode adotar sobre casos dessa natureza

Decisão de flagrante cumulado com representação por prisão preventiva, conforme a Lei nº 15.272

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados elaborou todos os modelos necessários para o delegado de polícia. O assinante poderá usar cada modelo e apenas colocar referências ou incluir
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.