‘Dificuldade de prova’, diz delegada sobre venda de celulares roubados

RS: Criminosos oferecem até serviços de desbloqueio do IMEI dos telefones Crimes como furto e roubo de telefones celulares dobraram no centro de Porto Alegre. Só nos primeiros seis meses de 2015, foram registrados mais casos do tipo do que em todo o ano passado. Além disso, segundo a Polícia Civil, os equipamentos são revendidos […]

Por Editoria Delegados

RS: Criminosos oferecem até serviços de desbloqueio do IMEI dos telefones

Crimes como furto e roubo de telefones celulares dobraram no centro de Porto Alegre. Só nos primeiros seis meses de 2015, foram registrados mais casos do tipo do que em todo o ano passado. Além disso, segundo a Polícia Civil, os equipamentos são revendidos de forma ilegal.

A Polícia Civil, no entanto, diz que é difícil fazer o flagrante do crime. Isso porque os bandidos conseguem destravar os aparelhos, para serem livremente usados. Por cerca de R$ 100, eles prometem desbloquear o número do IMEI, um código que é como se fosse o chassi de um veículo. Com ele, a operadora pode bloquear o celular.

“A gente tem muita dificuldade da prova, no caso dessas pessoas que vendem esses aparelhos celulares. A prova de que aqueles celulares são produtos de crime é que fica difícil, tendo em vista que eles conseguem mudar o IMEI do aparelho”, explica a titular da 17ª Delegacia de Polícia, delegada Carmen Kátia Regio (veja a entrevista completa no vídeo acima).

O IMEI aparece, em alguns modelos, atrás da bateria e também vem registrado na nota fiscal. As operadoras recomendam o bloqueio após furto ou roubo do aparelho, mas admitem que a fraude ocorre. Com programas de computador, os bandidos dizem que conseguem liberar o celular para ser usado novamente.

“Para nós, Polícia Civil, é depois que o crime já aconteceu. E a gente faz isso. Mas temos dificuldade muito grande da prova. Não existe situação de flagrante, porque eu não tenho a prova de que ele está vendendo um aparelho furtado e roubado”, sustenta a delegada.

Sem o número, não é possível bloquear o telefone. Por isso, muitas pessoas costumam guardar o código em casa, arquivam no computador ou em uma agenda. O IMEI também vem registrado na nota fiscal. E até na tela do telefone celular é possível ver o código. Basta digitar a combinação: *#06#.

Quem vende celular ou troca o número do IMEI comete o crime de receptação, que dá até oito anos de cadeia. Quem compra também responde pelo mesmo crime.

Celulares roubados são vendidos livremente

O crime tem se tornado cada vez mais comum no centro de Porto Alegre: a compra e venda de celulares roubados. Com uma câmera escondida, a reportagem da RBS TV flagrou diversos ambulantes vendendo os aparelhos livremente, como mostra o Jornal do Almoço.

O comércio ilegal ocorre em diversas calçadas no centro da capital. Os aparelhos ficam expostos em caixas de papelão. São aparelhos de vários modelos e preços diferentes. Mas os vendedores oferecem os mais sofisticados por valores que levantam suspeita. Tem iPhone, que em loja comum, custa quase R$ 4 mil. Entre os ambulantes, sai por R$ 1 mil. Ou menos.

A rede criminosa consegue até desbloquear os aparelhos. Por cerca de R$ 100, os criminosos prometem desbloquear o número do IMEI. As operadoras de telefonia recomendam o bloqueio, mas admitem que a fraude ocorre.

“Esta adulteração é feita de tal forma que se confunde com o número real. Ele é para nós um número real. É importante que se coíba este procedimento absolutamente ilegal e criminoso que é feito”, explica o presidente do sindicato das operadores (SindiTelebrasil), Eduardo Levy.

Para a polícia, esse comércio ilegal só existe porque há consumidores que compram mesmo sem saber a procedência do produto. “Se ela compra um aparelho que na loja vale R$ 2 mil e ela paga R$ 300, ela já tem que saber que esse telefone tem algum problema. Ninguém vende um aparelho de valor alto por um valor tão baixo”, alerta a delegada.

 

G1

 

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