Delegado geral diz que boletins de ocorrência serão feitos por PMs e até bombeiros em Goiás

GO: Registros serão unificados, diz Polícia Civil O novo delegado geral da Polícia Civil de Goiás, Álvaro Cássio dos Santos, diz que assumiu o cargo com a missão de investigar e reprimir os crimes no estado. Para isso, vai trabalhar de forma integrada com a Polícia Militar. “Essa será minha prioridade, pois só assim poderemos […]

Por Editoria Delegados

GO: Registros serão unificados, diz Polícia Civil

O novo delegado geral da Polícia Civil de Goiás, Álvaro Cássio dos Santos, diz que assumiu o cargo com a missão de investigar e reprimir os crimes no estado. Para isso, vai trabalhar de forma integrada com a Polícia Militar. “Essa será minha prioridade, pois só assim poderemos dar a assistência necessária à população. Até os boletins de ocorrência passarão a ser unificados”, explicou ao G1.

Atualmente, para registrar uma ocorrência na capital, por exemplo, é preciso que a vítima vá até uma delegacia, em dias úteis e horário comercial, ou à Central de Flagrantes, que fica no Setor Cidade Jardim, nos demais horários, finais de semana e feriados. Segundo Santos, as forças policiais fazem estudos para unificar esse atendimento.

“O projeto ainda está em fase de estudos, mas o nosso objetivo é que as ocorrências possam ser registradas por qualquer policial militar que estiver nas ruas e até mesmo pelo Corpo de Bombeiros. Os dados serão inseridos em um sistema e poderão ser acessados para as devidas investigações. Em breve a Secretaria de Segurança Pública de Goiás vai anunciar os detalhes da medida”, disse.

Segundo ele, a integração também deve abranger a Guarda Civil Metropolitana (GCM), Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).

“Vamos trabalhar de forma integrada para combater a criminalidade em todo o estado de Goiás. Eu já trabalhei dessa forma antes e deu certo, então, vamos dialogar para fazer ações em conjunto”, ressaltou o delegado.

Questionado sobre o déficit de policiais civis no estado, ele ressaltou que vai analisar a questão com atenção. “Estou assumindo agora e ainda vou sentar com o secretário de Segurança Públuica, José Eliton, para discutir essa questão. Mas esse ano ainda deve ser lançado o edital para um novo concurso público”, garantiu.

Transtornos

Enquanto as mudanças nos registros dos boletins de ocorrência não são implantadas, a população reclama de transtornos na hora de comunicar a polícia sobre um crime.

“Fui até uma delegacia para registrar o furto do meu celular e estava muito cheio. Aí fui embora e tive que voltar no dia seguinte”, contou a dona de casa Larissa Tainá Carvalho.

Já o auxiliar Farly Antônio, que teve a motocicleta roubada e recebeu a notícia de que o veículo foi encontrado, diz que passou mais de cinco horas percorrendo delegacias para conseguir reavê-lo. “Eu fui roubado e não tenho dinheiro e nem carteira, pois foi tudo roubado, aí fazem a gente ficar circulando. Deveriam atender em um lugar só”, reclamou.

O taxista João Antônio de Araújo diz que muita gente até desiste de registrar as ocorrências. “Você fica aí uma, duas horas esperando e tem que ir a diversos lugares e no fim não adianta. Muitas vezes só tem um agente e não tem nem delegado, então não compensa. Ás vezes o bandido é preso e logo sai por aí, primeiro do que a vítima”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, só no ano passado, 71.428 boletins de ocorrências foram registrados somente em Goiânia. Isso dá uma média de 200 por dia. O novo delegado geral garantiu que, com a unificação das polícias, esse serviço será mais acessível. “Como eu disse, estou assumindo agora e vamos analisar toda a situação para melhorar o atendimento à comunidade”, garantiu Santos.

Posse e perfil

Álvaro Cássio dos Santos, que já soma 35 anos de serviços na Polícia Civil, assumiu o comando da corporação na última terça-feira (1º). Ele substituiu o delegado João Carlos Gorski.

Natural de Itapuranga, no noroeste do estado, Santos é graduado em direito, pós-graduado em direito administrativo e constitucional, além de especialista em direito penal e processo penal. Ele foi delegado regional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, entre 2000 e 2011, superintendente de Polícia Judiciária e, desde 2012, era o delegado regional de Anápolis, a 55 km de Goiânia.

 

G1

 

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