Delegado alerta sobre golpes no fim de ano em Cuiabá

MT: Só na Capital, são registradas semanalmente 100 ocorrências Nos primeiros 4 meses deste ano o crime de estelionato, em Cuiabá, movimentou cerca de R$ 5 milhões. O levantamento foi feito pela Delegacia de Estelionato da Capital, que também apontou o golpe “bença-tia”, aquele que o bandido se passa por alguém da família por telefone […]

Por Editoria Delegados

MT: Só na Capital, são registradas semanalmente 100 ocorrências

Nos primeiros 4 meses deste ano o crime de estelionato, em Cuiabá, movimentou cerca de R$ 5 milhões. O levantamento foi feito pela Delegacia de Estelionato da Capital, que também apontou o golpe “bença-tia”, aquele que o bandido se passa por alguém da família por telefone e tenta conseguir dinheiro através de depósito bancário, arrecadou aproximadamente R$ 700 mil.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso considera o volume desses crimes alarmante. Só na Capital, são registradas semanalmente 100 ocorrências. Com a proximidade do final do ano, a polícia fica em alerta porque os golpistas se multiplicam.

 

O delegado José Carlos Damian (imagem acima), da Estelionato, explica que nesta época muita gente viaja para outras cidades para rever parentes e acaba facilitando a ação de bandidos.

Damian afirma que a maioria dos golpes é aplicado de dentro das cadeias e são os próprios presos e ex-presidiários, com tornozeleira eletrônica, que cometem os crimes.

Os golpistas trabalham como uma organização e atuam em todos os estados brasileiros. O dinheiro arrecadado nos golpes é para financiar o crime organizado.

O delegado destaca que é muito difícil a Polícia Civil conseguir desvendar tantos crimes. O número reduzido de profissionais prejudica o atendimento à população.

“Somos apenas cinco pessoas para dar conta desse grande volume de ocorrências”, desabafa, informando quais são os golpes mais praticados em Cuiabá:

Bença-tia ou carro estragado

O mais comum, ultimamente, é o golpe “bença-tia” ou do “carro estragado”, em que o golpista se passa por um sobrinho e liga em um número aleatório de outro Estado.

A pessoa que atende a ligação pode cair na bobeira de dizer alguma informação de algum parente. O criminoso diz que o carro está quebrado na estrada, que está faltando dinheiro para pagar o conserto, alegando que o mecânico não aceita cartão e precisa de dinheiro na conta para efetuar o pagamento à vista. Muitas vezes a vítima faz o depósito bancário e cai no golpe.

Neste caso a orientação é a pessoa se certificar primeiro onde está a pessoa que se diz estar precisando do dinheiro, antes fazer o depósito.

Saidinha de banco

O movimento maior nos bancos por causa do pagamento do décimo terceiro salário, as agências e os clientes se tornam alvo dos golpistas.

Normalmente, os bandidos ficam nos caixas eletrônicos, se passam por funcionários do banco dizendo para o correntista que precisa atualizar a senha do cartão e chegam até a apresentar um formulário. Quando a pessoa digita a senha, o bandido memoriza e na hora de entregar o cartão faz troca, passando para o correntista um cartão errado.

 

“Tudo é muito rápido. Quando a pessoa vai embora o golpista fica com a senha e com o cartão da vítima e acaba fazendo empréstimos, transferências e saques. Neste caso, o banco não tem responsabilidade sobre isto, porque o cartão é do cliente bancário”, esclarece o delegado.

Golpe empresarial

Os golpistas também fazem vítimas na área empresarial. Na maioria das vezes se passam por funcionário de uma empresa pequena e liga pedindo a cotação de um produto nas grandes redes, faz depósito na conta da empresa com cheque falso ou até só com o envelope, alegando que pagou a mercadoria.

Depois disso, retorna alegando que sem querer depositou um valor a mais e quer a devolução. Por falta de atenção, muitos empresários acabam fazendo reembolso e perdem o dinheiro.

Golpe nos hospitais

Também existe o golpe dos hospitais, onde o bandido consegue uma informação privilegiada de dentro da Unidade de Terapia Intensifica (UTI) do hospital e liga para um parente próximo do paciente, dizendo que será preciso fazer um procedimento e que deverá ser pago o valor na conta do médico.

“Este é um golpe antigo, mas tem acontecido muito no Estado. Os hospitais já são orientados a não fazer negociações deste tipo por telefone”.

Gazeta Digital

 

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