Cadastrados pela polícia, pichadores migraram para grafite, diz delegado

Entre 2015 e 2016, chegaram a ser registradas quase 100 ocorrências e foi necessária até a criação de um cadastro de grupos atuantes na Capital Delegado Marco Antônio Balsanini Em queda, os números de ocorrências registradas mostram que a pichação deixou de ser um problema em Campo Grande. Entre 2015 e 2016 chegaram a ser registradas […]

Por Editoria Delegados

Entre 2015 e 2016, chegaram a ser registradas quase 100 ocorrências e foi necessária até a criação de um cadastro de grupos atuantes na Capital

Delegado Marco Antônio Balsanini 

Em queda, os números de ocorrências registradas mostram que a pichação deixou de ser um problema em Campo Grande. Entre 2015 e 2016 chegaram a ser registradas quase 100 ocorrências do crime sendo necessário até a criação de um cadastro de grupos atuantes na Capital. Em 2017 o número caiu para 33 e no ano passado apenas 13, com o caso da pichação na cúpula do Aquário do Pantanal.

O principal motivo, segundo o delegado titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), Marco Antônio Balsanini, é a migração de pichadores para o grafite com autorização, assinatura e reconhecimento.

“A imprensa contribuiu muito para a visibilidade do grafite como arte e com isso pichadores deixaram os ‘desafios’ de pichar, em que só os do meio sabiam de quem se tratava, para assinar publicamente suas obras, ganhar reconhecimento e até dinheiro. Isso sem mencionar que o grafite autorizado não é crime”, afirma o delegado.

Segundo ele, o pico das pichações foi entre 2015 e 2016 onde foi necessário criar um cadastro com os grupos atuantes na Capital. “São oito grupos monitorados. E dos participantes muitos eram adolescentes vindo de São Paulo, onde a pichação chega a ser até cultural”, detalha.

Porém, com a queda nos registros, o cadastro, de certa forma desatualizado, deixou de ser uma ferramenta eficaz usada pela polícia para encontrar pichadores. “A do aquário do Pantanal mesmo não é semelhante com nenhum de nossos registros dos grupos monitorados”, revela.

Ainda segundo o delegado, quando ainda eram comuns, as pichações ganhavam fachadas e prédios pelo desafio. Hoje, os poucos casos registrados são mais comuns em tapumes de obra, que tem prazo de validade para ficar no local.

Investigação – Sobre o caso da pichação na cúpula do Aquário do Pantanal, o delegado adianta que nesta semana vai ouvir o segurança da obra, porém tudo indica que a pichação foi feita entre 29 e 30 de dezembro.

“Tentamos encontrar câmeras de segurança de prédios, mas até agora não conseguimos achar alguma que tenha capturado algo. Tudo leva a crer que a pichação se trate da assinatura deste pichador e o local foi escolhido pelo desafio e visibilidade”, afirma.

Se encontrado, o responsável vai responder por pichação e dano ao patrimônio público. Somadas, as penas dos dois crimes preveem pena de 6 meses a 3 anos de reclusão.

“Vale lembrar também que só é pichação quando há a poluição visual, ou seja, seja em um lugar de visibilidade pública. Se for feita dentro de um prédio, por exemplo, o caso é tratado como dano ao patrimônio”, finaliza.

Campo Grande News

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