Adpesp e Fórum Resiste-PC, junto com Policiais Militares e Policiais Penais, decidem por manifestação contra o governo de São Paulo por “descaso” com os profissionais da segurança pública

Protesto acontece no dia 18 de novembro, às 14 horas, no Largo São Francisco, no centro de São Paulo

Por Editoria Delegados

André Santos, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo está indignada pelo que está sendo considerado descaso com a instituição por parte do governador do estado, Tarcísio de Freitas, a alta direção da Delegacia Geral de Polícia e o Secretário de Segurança do Estado, licenciado temporariamente para votação na Câmara do Deputados do PL Antifacção. Já completa dois anos que a minuta da nova Lei Orgânica da Polícia Civil não é apresentada para as categorias, mesmo com a criação de dois grupos de trabalhos para elaborarem as diretrizes do novo regramento, que tem pilares necessários como reestruturação do plano de carreira, reajuste salarial, regulamentação da jornada de trabalho, defesa das prerrogativas funcionais, saúde e previdência, entre outros pontos defendidos pela Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (ADPESP).
Para se ter uma ideia de como a Polícia Civil está sendo tratada pelas esferas de poder paulistas, a Lei Orgânica da Polícia Civil do Rio De janeiro sofreu modificações positivas envolvendo as questões de carreira, reajustes salariais e auxílio saúde dos servidores e foi sancionada pelo governador Claudio Castro.

“A nossa polícia civil merece uma lei orgânica moderna, a atual é de 1979; ela merece ser valorizada, com reajuste e um plano de carreira, que contemple, de fato, esses profissionais que são vocacionados e responsáveis por fazer a nossa segurança pública”, enfatiza André Santos Pereira, presidente da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo e coordenador do Fórum Resiste-PC, que também envia uma mensagem clara ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, agora licenciado temporariamente.

“Agora faltam poucos dias para a Assembleia Legislativa encerrar os seus trabalhos. E Vossa Excelência não encaminhou nossa lei orgânica para Alesp, muito menos debateu uma minuta concreta conosco. Prometeu, não cumpriu, mentiu”, afirmou o Delegado de Polícia.

Em outro vídeo, o presidente da ADPESP é categórico ao dizer que não haverá Lei Orgânica se não houver análise do texto pelas entidades de classe.

“O senhor esteve aqui na Associação dos Delegados na campanha em 2022, ouvindo quais eram as necessidades da Polícia Civil, saindo daqui com a narrativa de campanha para pedir voto aos mais de 45 mil policiais entre ativos e aposentados. Mais uma vez, prometeu, não cumpriu, mentiu!”.

Além das entidades de classe que compõem a Polícia Civil, a manifestação terá adesão das seguintes entidades policiais, ligadas à Polícia Militar: FENEPE – Federação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais do Brasil; Associação de Praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo – ASPRAÇAS; Comissão de Estudos Policiais Militares – CEPM; Movimento dos Veteranos Injustiçados; Movimento Policiais para sempre e Movimento Coração Cinza Bandeirantes. Além destes, na última sexta feira, os policiais penais também ingressaram. (SINPPENAL)


Serviço Protesto Fórum Resiste-PC

  • Data: 18 de novembro de 2025
  • Horário: A partir das 14h
  • Local: Largo São Francisco, centro de São Paulo

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