Tecnologia vira peça-chave para acusar suspeito de latrocínio

    Está marcado para esse mês o julgamento dos acusados de matar e roubar o empresário goiano Gilmar Antônio Denardin, de 49 anos, morto com um tiro na cabeça no dia 14 de março do ano passado, no Jardim Martinez, em Araraquara.   A defesa de um dos envolvidos nega a participação dele no […]

Por Editoria Delegados

 

 

Está marcado para esse mês o julgamento dos acusados de matar e roubar o empresário goiano Gilmar Antônio Denardin, de 49 anos, morto com um tiro na cabeça no dia 14 de março do ano passado, no Jardim Martinez, em Araraquara.

 

A defesa de um dos envolvidos nega a participação dele no crime. Por outro lado, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), usa o sinal do telefone celular do réu para colocá-lo na região onde o fazendeiro foi assassinado.

 

Há duas semanas foram ouvidas as testemunhas de acusação. São travestis que teriam presenciado o crime, ou que estavam próximos ao local. Um dos suspeitos é acusado de envolvimento com uma facção criminosa, que foi desarticulada no ano passado durante megaoperação que terminou com a prisão de 22 pessoas e o indiciamento de 89.

 

“As declarações das testemunhas arroladas pela acusação só comprovaram o que já sabíamos. Não há provas substanciais que incriminem meu cliente”, disse Luiz Paulo Molina, advogado do principal suspeito de ter efetuado o disparo. Para ele, o relato das testemunhas, em juízo, deu uma guinada no caso, levantando dúvidas sobre a investigação policial feita pela DIG.

 

Já os policiais acreditam na condenação e refutam as alegações da defesa. “Temos provas materiais que colocam o principal suspeito de ter atirado contra o empresário na cena do crime. Nossa investigação foi precisa nesse sentido e não temos dúvidas da autoria”, garante o delegado da DIG, Elton Hugo Negrini. Ele informa que foi feito um cruzamento com base nas torres de telefonia, ou seja, a Polícia pegou o sinal do celular do acusado e, depois de uma série de triangulações, provaram que o réu estava próximo ao local.

 

Outro argumento da defesa é a contradição no depoimento das testemunhas, que colocam em dúvida se o principal suspeito estava realmente no local, no dia do crime. “Ele [suspeito] não lembra onde estava no dia do fato. Há duas possibilidades, uma de ele estar na casa de uma antiga namorada, ou em uma lanchonete onde ele trabalhava. No local do crime ele não passou”, garante Molina.

 

O delegado Negrini confirma que as testemunhas mudaram o depoimento com relação ao carro dos suspeitos. Mas acredita que isso não interferirá na decisão do juiz. “Isso não prova que eles não praticaram o crime, vai ser difícil contestar todas as provas que apresentamos em juízo”, afirma o titular da DIG de Araraquara.

Leia mais sobre o assunto na Tribuna Impressa.

 

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