STF suspende decisões que seguraram comissários no cargo de delegado de polícia

AM: Os novos delegados ficaram conhecidos internamente como “delessários” Os novos delegados ficaram conhecidos internamente como “delessários” O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos de seis processos julgados pela Justiça do Amazonas que asseguraram a nomeação de 53 comissários no cargo de delegado da Polícia Civil. Publicada nesta quarta-feira (2), a decisão liminar, do […]

Por Editoria Delegados

AM: Os novos delegados ficaram conhecidos internamente como “delessários”

Os novos delegados ficaram conhecidos internamente como “delessários” 

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos de seis processos julgados pela Justiça do Amazonas que asseguraram a nomeação de 53 comissários no cargo de delegado da Polícia Civil.

Publicada nesta quarta-feira (2), a decisão liminar, do ministro Gilmar Mendes, atendeu a uma reclamação do ingressada no último dia 6 de agosto pelo Sindicato dos Delegados de Polícia de Carreira do Estado do Amazonas (Sindepol-AM). Caso nenhum dos afetados recorra e obtenha outra decisão, a suspensão vale até o julgamento do mérito do processo.

Em junho deste ano, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) também chegou a recorrer ao Supremo contra as decisões da Justiça estadual.

Ao STF, os delegados de carreira do Sindepol-AM relataram que as decisões da Justiça amazonense de assegurar a nomeação dos comissários no cargo de delegado contrariaram decisão da Suprema Corte já transitada e julgada.

Trata-se da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3415, que questionou duas normas estaduais que instituíram a unificação das carreiras. O Supremo, em setembro de 2015, acatou a ADI e considerou inconstitucional as leis.

Em 2018, ao julgar os embargos dos comissários na ADI, o STF acatou parcialmente o recurso e permitiu a permanência temporária deles no cargo, uma vez que o Estado afirmou que não teria como preencher de imediato as vagas que seria abertas com a saída deles, mas determinou que, em 18 meses, o governo realizasse um novo concurso para delegados, período em que poderia programar-se, nos planos administrativo e orçamentário, para o cumprimento da decisão.

Depois disso, dado o “prazo de validade” deles nos postos, os comissários ingressaram com ações na primeira instância da Justiça estadual que foram deferidas e confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), buscando, em síntese, a efetivação de suas nomeações para o cargo de delegado.

Os comissários alegam que o concurso que realizaram, em 2001, tinha os mesmos critérios que a seleção para escolher delegados, realizada no mesmo certame; que obtiveram pontuação compatível para serem aprovados na prova para delegado; e que há previsão legal para preenchimento de vagas de delgado com reaproveitamento de concurso.

Gilmar Mendes, no entanto, diz na sua decisão (veja na íntegra) que o entendimento do STF sobre isso, previsto na Súmula Vinculante 43, expressa que o preenchimento de concurso deve ser para o cargo que é destinado ao seu provimento.

A origem

O cargo de comissário surgiu com exigências semelhantes ao de delegado, como formação superior em Direito, inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e curso na academia de polícia.

Entre as atribuições do cargo, havia a previsão, de forma excepcional, do exercício de funções de delegado de polícia no interior ou de delegado plantonista.

Contudo, as leis estaduais 2.875/2004 e 2.917/2004 instituíram um grupo ocupacional denominado de autoridade policial, composto por titulares dos cargos de delegado e de comissário, conferindo-lhes atribuições idênticas e equiparando a remuneração de comissário à de delegado da 5ª Classe.

Os novos delegados ficaram conhecidos internamente como “delessários”, termo que eles consideram pejorativo.

A ADI 3415, que considerou a legislação de 2004 inconstitucional, foi ingressada no STF em 2005 pelo então procurador-geral da República (PGR) Cláudio Fonteles (confira aqui).

Ao confirmar a inconstitucionalidade, o STF afirmou que diferenças entre os cargos não são irrisórias, existindo subordinação hierárquica e não cabendo ao comissário a chefia da delegacia de polícia, a não ser em caráter temporário.

Conforme o relator da decisão, o Teori Zavascki (já falecido), há uma diferença de responsabilidades e de perspectiva de promoções. Aqueles que prestaram o primeiro concurso para o cargo em 2001 tinham ciência das limitações da função, frisou Teori à época.

Outra tentativa

Na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) tramita outro projeto de lei que visa efetivar os comissários em cargos vagos de delegados. O texto foi enviado pelo Executivo estadual ao Parlamento em junho deste ano.

Estado Político

DELEGADOS.com.br
Portal Nacional dos Delegados & Revista da Defesa Social

 

 

Veja mais

A exigência do contraditório e da ampla defesa no inquérito policial

Por Rafael Francisco Marcondes de Moraes e Francisco Sannini

Delegado Michel Sampaio rebate acusação de perseguição e aponta retaliação de servidora

(MA) Michel Sampaio formalizou uma representação criminal junto à Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, apontando possíveis crimes de abandono de função, peculato-desvio e fraude processual

Lei Orgânica Nacional: ainda sobre a aglutinação de cargos. A questão da constitucionalidade

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Delegado Charles Pessoa lidera pesquisa para deputado federal no Piauí!

(PI) Delegado do Povo: Charles Pessoa conquista os corações dos piauienses nas ruas e nas redes

Delegados da PF cobram cúpula da Academia Nacional sobre exclusão de colega por ‘incompatibilidade de ideias’

ADPF oficia ANP para obter justificativas sobre exclusão de Delegado Federal da equipe docente

Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis: As Alterações dos Cargos Policiais

Por Eduardo Luiz Santos Cabette

PL da Misoginia: quando o ódio às mulheres deixa de ser opinião e se torna crime

Por Francini Imene Dias Ibrahin (Sindpesp)*
Veja mais

Chico Lucas assume coordenação de escritórios nacionais de combate às facções

08JUL26 -
Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, fortalece a atuação integrada entre as forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento às organizações criminosas

Paulo Gondim segue, pela 3ª vez, na Lista dos Melhores Delegados de Polícia do Brasil! Censo 2026

POST MELHORES DELEGADOS BRASIL 2026 PAULO GONDIM
A escolha dos melhores delegados consolida, para sempre, os nomes e as histórias dos delegados e das delegadas. Promove valorização do cargo, reconhecimento na carreira, identificação de competência, visibilidade dos

Crescente popularidade das plataformas digitais baseadas em aplicativos

07JUL26 - (1)

O entretenimento digital evolui cada vez mais em torno dos aplicativos móveis, pois eles se ajustam melhor aos hábitos do público moderno. No Brasil, onde o smartphone se tornou o

Três são presos após sequestro de idosos e comemoração em hotel, na PB

04JUL26 -
(PB) Atuou na investigação o delegado Lucas Sá, da PCPB

Em João Pessoa, secretário do Governo Lula destaca integração entre estados e reforça combate às facções criminosas com ‘cooperação’

Francisco Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública
(PB) Representando o ministro da Justiça, Chico Lucas apresentou ações do programa Brasil Contra o Crime Organizado e defendeu cooperação entre forças de segurança de todo o país

Duelos, Desafios e Legítima Defesa

04JUL26 -
Por Eduardo Luiz Santos Cabette

Entidades de Delegados de Polícia emitem nota de pesar pelo falecimento do delegado Michel Saliba

Delegado de Polícia Federal Michel Brasil Saliba
Michel Brasil Saliba foi atingido durante cumprimento de mandado de busca no apartamento da companheira do policial militar. Delegado foi levado ao hospital em estado grave, mas não resistiu
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.