Ministério da Justiça e Polícia Civil de GO desarticulam grupo especializado em fraudes por aplicativos

Operação Data Broker, deflagrada em Goiânia (GO) e em Montes Claros (MG) , contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas na identificação dos suspeitos Brasília 04/09/2020 – Ação integrada entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Polícia Civil do Estado de Goiás resultou na Operação Data Broker, deflagada, na manhã […]

Por Editoria Delegados

Operação Data Broker, deflagrada em Goiânia (GO) e em Montes Claros (MG) , contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas na identificação dos suspeitos

Brasília 04/09/2020 – Ação integrada entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Polícia Civil do Estado de Goiás resultou na Operação Data Broker, deflagada, na manhã de hoje (4), em Goiás e em Minas Gerais. A ação teve como objetivo a desarticulação de organização criminosa especializada na prática de fraudes por meio de aplicativos de mensagens.


A Operação, sob comando da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás, contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernética da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seopi/MJSP).


Os suspeitos criavam perfis falsos no aplicativo WhatsApp, utilizando-se de imagens e identificação de médicos, dentistas, promotores de justiça e juízes para enviar mensagens e pedidos de depósito bancários a parentes e pessoas próximas das vítimas. O acesso aos dados era obtido por meio da compra das informações em sites na Internet. Durante as investigações ficou demonstrada a participação de integrantes de uma organização criminosa na prática delitiva.


O coordenador de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Alessandro Barreto, afirma que o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas foi fundamental para identificação do grupo. Segundo ele, casos de perfis falsos em aplicativos de mensagens aumentaram consideravelmente durante a pandemia.

“O brilhante trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil do Goiás, com o apoio da Secretaria de Operações Integradas, resultou na identificação de bancos de dados inidôneos que continham informações de telefones, endereços e diversas informações pessoalmente identificáveis. Após o cumprimento dos mandados espera-se obter mais elementos informativos para buscar a origem desse vazamento de dados”, afirmou.


Segundo ele, é fundamental que usuários de aplicativos fiquem atentos ao conteúdo das mensagens recebidas. “Desconfiem das solicitações de valores por mensagem de texto, mesmo que a foto de perfil seja de pessoa conhecida. Não pode haver uma “confiança cega” em tudo que você recebe no seu smartphone”, alerta.


A Titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás, delegada Sabrina Leles, ressaltou a importância da operação. “O esforço conjunto permitiu a desarticulação do grupo criminoso. Os cidadãos estão muito expostos e vulneráveis ao crescimento de golpes por meio de aplicativos e, por isso, devem ficar sempre atentos ao receberem mensagens com pedidos ou propostas. Criminosos estão atentos a vulnerabilidades e aproveitam a pandemia e a fragilidade das pessoas para tirar vantagens e causar prejuízo”, afirma.

Em atendimento à representação da Polícia Civil de Goiás, a juíza da Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais do Estado, Placinda Pires, determinou o bloqueio e a exclusão de oito sites de venda ilegal de dados.

Sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em quatro endereços de Goiânia (GO) e, com apoio da Diretoria Geral de Administração Penitenciária, também numa ala da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, no Estado. A Polícia Civil de Minas Gerais também auxilia a Operação em dois endereços localizados na cidade mineira de Montes Claros.
 

Da Redação

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