Quadrilha presa no Rio faturava R$ 200 mil por mês com “gatonet” e jogo do bicho

      A quadrilha presa na manhã desta terça-feira (6) no interior do Estado do Rio de Janeiro, na operação A Irmandade, da Polícia Civil, tinha uma estrutura familiar, iniciada há pelo menos 40 anos no norte fluminense, e chegava a faturar cerca de R$ 200 mil por mês com as suas principais ações […]

Por Editoria Delegados

 

 

 

A quadrilha presa na manhã desta terça-feira (6) no interior do Estado do Rio de Janeiro, na operação A Irmandade, da Polícia Civil, tinha uma estrutura familiar, iniciada há pelo menos 40 anos no norte fluminense, e chegava a faturar cerca de R$ 200 mil por mês com as suas principais ações criminosas, a exploração de TV a cabo clandestina e o jogo do bicho.

 

As informações foram passadas no fim da manhã, pelo delegado Gustavo Valentini, da delegacia de Italva (148ª DP), responsável pela operação. Os dois irmãos seguiram os passos do pai, que trabalhava no jogo do bicho, e ampliaram a área de atuação implantando as centrais piratas de TV a cabo. Eles cobravam R$ 35 pelo serviço. A quadrilha lucrava pelo menos R$ 100 mil cobrando mensalidades de clientes da chamada “gatonet” e o mesmo valor com os apostadores do bicho. Eles foram presos durante a operação.

 

Na investigação, deflagrada há cerca de quatro meses a partir de inquérito aberto para apurar o assassinato de uma mulher em novembro do ano passado, em Cardoso Moreira, os policiais civis descobriram que milicianos da cidade do Rio, de uma comunidade ainda não divulgada, auxiliaram os irmãos investigados com o repasse de armas e também na implantação do sistema de “Gatonet”, principalmente em Italva, Cardoso Moreira e Itaperuna, já que os criminosos cariocas gozam de ampla experiência na exploração desse serviço ilegal.

 

A mulher assassinada, inclusive, teria sido morta como queima de arquivo porque relatou a algumas pessoas ter visto um carro carregado com armas que teria sido entregue pelos milicianos à quadrilha. De acordo com Valentini, a quadrilha também é responsável por outras cinco mortes.

 

Um dos 11 presos até agora é um radialista. Segundo a polícia, ele é suspeito de usar as informações privilegiadas que recebia como jornalista em uma rádio local de Cardoso Moreira para atuar como informante da quadrilha. Ele foi encontrado em sua casa e negou a acusação.

 

O delegado apresentou o material apreendido durante as buscas nas cidades de Italva, Cardoso Moreira, Itaperuna, Cambuci, Búzios, Cabo Frio e Campos dos Goytacazes: armas e munição, dinheiro ainda não calculado, uma motocicleta, notas promissórias, material de jogo do bicho, celulares, computadores, além de cadernos com a contabilidade da quadrilha. Os investigados deverão responder por homicídios, formação de quadrilha, contravenção, estelionato, agiotagem e crime contra a economia popular.

 

A operação tinha como objetivo cumprir sete mandados de prisão e 49 de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas em flagrante e duas continuavam foragidas até o início desta tarde.Ao todo, 55 equipes de várias unidades da Polícia Civil, com apoio de  quatro viaturas da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), participaram da ação.

 

R7

 

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