Promotor é contra pedido de Suzane para cursar faculdade a distância

SP: Seria preciso um supervisor para vigiar o acesso na internet O promotor de Justiça Paulo José de Palma, da Vara de Execuções Criminais da comarca de Taubaté, alega que o pedido de Suzane von Richthofen para cursar a faculdade na modalidade a distância não pode ser aceito porque os presos do regime fechado […]

Por Editoria Delegados

SP: Seria preciso um supervisor para vigiar o acesso na internet

 

O promotor de Justiça Paulo José de Palma, da Vara de Execuções Criminais da comarca de Taubaté, alega que o pedido de Suzane von Richthofen para cursar a faculdade na modalidade a distância não pode ser aceito porque os presos do regime fechado não podem ter acesso à internet sem supervisão.

Suzane voltou para o regime fechado após a saída temporária do Dia das Mães. Ela informou que estaria em Angatuba, no interior de São Paulo, mas o Fantástico revelou que no endereço que ela deu ficava uma loja. Para Justiça, ela mentiu e, por isso, voltou para o regime fechado.

No semiaberto, Suzane foi autorizada pela Justiça em abril a deixar o presídio para estudar. No entanto, por medo do assédio fora da prisão, ela fez o pedido para fazer a distância. Desde então, ela espera a decisão da Justiça de fazer faculdade de administração pela internet e continuar no regime semiaberto para ter direto às cinco saída anuais da cadeia.

 

Condenada pela morte dos pais em 2006, ela estava no primeiro ano de direito quando participou do crime. Agora, ela quer fazer faculdade de administração.

“Depois que ela desistiu de estudar presencialmente numa unidade de ensino, ela resolveu fazer um pedido pra estudar à distância. Claro que essa possibilidade não encontra guarida na lei, já que nós teríamos que providenciar não apenas o suporte material, como o computador, como também teríamos que deslocar um funcionário para fiscalizar esse estudo. Porque o contato do preso com pessoas de fora da unidade prisional, a rigor não é permitido”, contou o promotor Paulo José de Palma.

 

Saidinha

Em outubro, Suzane von Richthofen foi para o regime semiaberto. Por isso, ela tinha ido pra Angatuba na Páscoa. Ficou na casa da família de uma colega de cela – Luciana Olberg – condenada como cúmplice do marido, que estuprou duas irmãs gêmeas.

 

Suzane está namorando o irmão de Luciana, Rogério Olberg – um pastor evangélico – que conheceu numa visita dele à cadeia. Na saída do Dia das Mães, ela deveria voltar ao presídio só na terça-feira. Mas confirmada a mentira, ela foi presa no domingo à tarde na casa da família do namorado.

Suzane ficou isolada durante dez dias em uma cela no presídio enquanto corria a sindicância que apurava a falta que ela cometeu no Dia das Mães. Essa sindicância terminou essa semana e foi encaminhada pra Justiça que deve decidir se ela será punida e como será essa punição.

“Se se provar a má fé, nós estaremos na presença de um crime, possivelmente de falsidade ideológica. Esse crime irá – desde que reconhecido judicialmente – ele irá conduzir como consequência a regressão prisional da presa ao regime fechado. Se averiguar que houve mero engano será de mera infração administrativa que não trará grandes consequências à presa a não ser a simples perda do direito de usufruir da próxima saída temporária”, completou o promotor.

 

A próxima saída temporária seria no Dia dos Pais. “Quando a presa que ceifou a vida dos pais sai no Dia dos Pais, ela não sai pra prestar uma homenagem aos pais, sai pra cumprir o que a lei determina. Mas eu compreendo a resignação das pessoas, o inconformismo das pessoas”, confirmou.

Outro lado

A defesa de Suzane von Richthofen disse que ainda não foi intimada para se manifestar em relação ao processo que apura se ela agiu de má fé ou não ao dar endereço errado na saída do Dia das Mães.

 

G1

 

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