Polícias Civis de todo o Brasil prendem 3.649 pessoas durante Operação Midas 

Combate a roubo e latrocínio Nesta manhã (28) foram consolidados os números da Operação Midas, deflagrada entre 26 e 27 de setembro, no combate aos crimes de roubo e latrocínio. Neste período, 3.649 pessoas foram presas e 404 adolescentes apreendidos, totalizando 4.053 prisões/apreensões. Durante a Operação Midas foram apreendidas 217 armas de fogo e 177 […]

Por Editoria Delegados

Combate a roubo e latrocínio

Nesta manhã (28) foram consolidados os números da Operação Midas, deflagrada entre 26 e 27 de setembro, no combate aos crimes de roubo e latrocínio. Neste período, 3.649 pessoas foram presas e 404 adolescentes apreendidos, totalizando 4.053 prisões/apreensões.

Durante a Operação Midas foram apreendidas 217 armas de fogo e 177 veículos recuperados. Com relação às drogas, destaca-se a apreensão de 2.232 quilos de maconha, 88 quilos de cocaína e 33.495 unidades de ecstasy.

Participaram da Operação Midas 13.294 policiais civis de 25 estados e do Distrito Federal. 

Com relação aos adolescentes apreendidos, 70 apreensões foram durante cumprimento de mandado por roubo, 20 apreensões por cumprimento de mandado referente a latrocínio, 74 apreensões por mandado relativo a outros crimes e 85 apreensões em flagrante.


Durante o período da operação, 160 armas de fogo foram apreendidas, 103 veículos recuperados, além de apreensão de drogas como maconha, cocaína, crack, LSD e ecstasy.

 


Dentre as ações realizadas, destaca-se que no estado do Piauí houve a prisão de receptadores e apreensão de centenas de celulares Iphone com indícios de roubo e furto. No estado de Goiás, mais de 33 mil pontos ou comprimidos de ecstasy, avaliados inicialmente em 800 mil reais, foram apreendidos. Já no Rio Grande do Sul foram cumpridos mandados e efetuadas prisões referentes a uma organização criminosa suspeita de autoria de roubo a estabelecimento bancário com emprego de explosivos e disparos de arma de fogo, fato ocorrido em 05 de julho de 2018 na cidade de Canguçu.


Midas é terceira operação realizada a partir de uma parceria com as polícias estaduais e coordenada pelo Ministério da Segurança, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Ela foi realizada simultaneamente pelas Polícias Civis de 25 estados e do Distrito Federal. O único estado que não participou da Operação Midas foi o Amazonas, devido a algumas dificuldades operacionais decorrentes de uma mudança que está ocorrendo em um cargo de chefia na área de segurança pública.


O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, durante entrevista realizada na manhã do dia 26, quando foram divulgados os primeiros dados parciais da operação, informou que as operações têm sido lançadas de forma simultânea em todo o país para demonstrar a coordenação com as polícias estaduais e os ganhos dessa coordenação. Entre as justificativas da operação, ele aponta a de que o dinheiro roubado, principalmente de carros-fortes e de caixas eletrônicos, acaba sendo usado por facções para a prática de outros crimes, como tráfico de drogas, contrabando e até mesmo financiamento de campanhas políticas.


“O roubo a caixas eletrônicos têm acontecido em quantidade de milhares ao ano. Nossos setores de Inteligência informam que ele serve de capital de giro para as facções, para o financiamento de outras atividades, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e tantas outras operações que são promovidas pelo crime organizado”, explicou o ministro.


Jungmann também defendeu que o combate ao latrocínio ajuda a reduzir o número de homicídios e informou que, em 22 de outubro, as metas da Política Nacional de Segurança Pública serão referendadas durante reunião do Conselho Nacional do Susp. “O Brasil está assumindo e propondo aos estados uma redução de 3,5% ao ano, dos homicídios. Como os homicídios vinham crescendo 4%, se conseguirmos uma redução, até 2019, de 3,5, teremos reduzido em 7,5% esses crimes”, argumentou.

“Com a operação, nossa meta é tirar de circulação as pessoas que causam sensação de insegurança muito grande à população”, afirmou o Presidente do Concpc e Chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt. Ele idealizou a operação e acompanhou o trabalho das equipes dos estados e DF a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), unidade gerida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública (Senasp/MSP) e criada para gerenciamento e suporte de grandes ações em todo o país.

 

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