Passageiros tiram foto de malas após caso de brasileiras inocentes presas na Alemanha

Natasha Nascimento vai passar seis meses em Londres O caso das brasileiras Jeanne Paolini e Kátyna Baía, presas na Alemanha após terem tido as etiquetas das bagagens trocadas no aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, acendeu o alerta de quem embarcava ontem no aeroporto para o exterior. O clima próximo à área […]

Por Editoria Delegados

Natasha Nascimento vai passar seis meses em Londres

O caso das brasileiras Jeanne Paolini e Kátyna Baía, presas na Alemanha após terem tido as etiquetas das bagagens trocadas no aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, acendeu o alerta de quem embarcava ontem no aeroporto para o exterior.

O clima próximo à área de embarque era tranquilo ao longo da tarde. Porém, foi possível observar os passageiros comentando sobre o caso entre si — e planejando quais medidas de segurança poderiam tomar a mais para garantir que as bagagens certas chegariam ao destino.

 
Investigações da Polícia Federal mostram como acontece o envio de malas com drogas ao exterior por meio de troca de malas em aeroportos.

O método consiste na retirada das etiquetas de bagagens aleatórias despachadas regularmente pelos passageiros.

Depois disso, as etiquetas são colocadas em outras malas, estas contendo drogas ilícitas. Já com a identificação trocada, as bagagens são desviadas da fiscalização automática.


‘Vou fotografar minha mala’

A estudante Natasha Nascimento, 23, esperava para embarcar rumo à Inglaterra no final da noite. Ela pretende passar seis meses no país estudando.

“Várias pessoas me mandaram o vídeo [das etiquetas sendo trocadas], então vou fotografar e filmar minha mala, inclusive aberta, na hora de despachar”, afirmou a jovem.

Caso aconteça alguma coisa comigo, tenho comprovação de que aquela mala não é a minha.none

Apesar de não viajar com muita frequência para fora do Brasil, ela já adotava algumas estratégias temendo extravio de mala. “Tudo o que tem na mala despachada tem também na minha bagagem de mão, em quantidades menores”, completou.


‘Quero ter evidências’

Esse também é um medo que ronda o consultor de tecnologia Gledson Campos, 37, que esperava um voo para os Estados Unidos. Ele vai passar quatro semanas no país.

“Costumo sempre despachar [as malas], mas tenho muito medo de extravio. Desta vez, mais gente falou para eu tomar cuidado”, falou.

No ano passado, voltando do Reino Unido, ele levou até uma bronca dos funcionários de segurança do aeroporto por deixar as malas sozinhas.

“Estava para perder o voo de volta e larguei minhas malas. Eles vieram atrás de mim e me alertaram que é perigoso fazer isso. Voltei, grudei na bagagem, mas acabei perdendo o voo. Depois percebi o risco que corri no desespero da situação”, lembrou Gledson.

Desta vez, o caso das brasileiras que estão na Alemanha o deixou ainda mais preocupado.

Vim falando disso no carro: vou tirar foto, filmar, postar nas minhas redes sociais. Se depois eu vir minhas etiquetas em malas diferentes, tenho evidências. É o que a gente pode fazer.


‘Medo é constante’

A família da agente de saúde Cláudia Silva, 37, costuma viajar despachando mala pelo menos uma vez por ano. Ela mora na Austrália e, agora, estava no Brasil a passeio.

“Hoje em dia usamos AirTag (um dispositivo de rastreamento que funciona atrelado ao celular), fazemos proteção da mala com plásticos e colocamos cadeado. O medo é constante”, contou.

Ela relata que, ao saber do caso da prisão, nem cogitou abrir mão de alguma dessas medidas – mesmo observando um aumento do preço do embalo das bagagens.

“Sempre fazemos isso e vimos que o preço aumentou da última vez para cá. Mas, por segurança, ficamos com a consciência mais tranquila [tomando essas medidas], completou.

Funcionários de uma dessas empresas de proteção de bagagem, que preferiram não se identificar, afirmaram que notaram um aumento na procura pela embalagem e cadeados no final de semana e ao longo da segunda-feira.

O serviço é oferecido para bagagens que serão despachadas por valores a partir de R$ 109 por mala.

Em nota, a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, informou que o manuseio das bagagens, desde o momento do check-in até a aeronave, é de responsabilidade das empresas aéreas.

Recomendações das empresas aéreas

A Latam, empresa pela qual Kátyna e Jeanne viajaram, disse que não tem novas orientações além daquelas que normalmente são indicadas, como travar a mala com cadeado e tirar fotos e/ou fazer vídeos antes do check-in.

A empresa disse ainda que acompanha o caso com a máxima prioridade e colabora com as investigações desde que foi contatada pelas autoridades, prestando também apoio às famílias das passageiras.

A Azul, em nota, informou que “todos os tripulantes e parceiros da companhia são devidamente treinados, seguem protocolos internos de segurança e qualidade, e atuam integralmente de acordo com as recomendações do órgão regulador”.

Já a Gol destacou algumas medidas recomendadas aos passageiros:

– Na parte externa da bagagem, coloque um identificador próprio com sobrenome, número de telefone e e-mail;

– Na parte interna da bagagem, coloque um cartão de visita ou um papel com estes mesmos dados;

– Antes de despachar sua bagagem, retire todas as etiquetas de viagens anteriores;

– Personalize sua bagagem com fitas, adesivos ou quaisquer outros acessórios que possam identificá-la facilmente na esteira da restituição de bagagens e evitar trocas;


Fotografe sua bagagem despachada antes da viagem.

UOL

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