Não se trata de uma Reforma, mas sim um massacre a direitos!

Por Raquel Kobashi Gallinati Raquel Kobashi Gallinati é Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo O SINDPESP se mantém contrário à aprovação da PEC 18/2019, que representou um forte ataque à previdência dos policiais civis e do serviço público. Foi uma página vergonhosa na história do Executivo levada a cabo pelo Legislativo […]

Por Editoria Delegados

Por Raquel Kobashi Gallinati

Raquel Kobashi Gallinati é Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

O SINDPESP se mantém contrário à aprovação da PEC 18/2019, que representou um forte ataque à previdência dos policiais civis e do serviço público. Foi uma página vergonhosa na história do Executivo levada a cabo pelo Legislativo Estadual. A mancha à democracia no Estado fica por conta da forma com que se deram as negociações, debates e, por fim, a repressão diante dos pleitos contrários.

De forma vigilante nos últimos meses, a diretoria do SINDPESP participou de inúmeras tratativas com o líder do governo na Alesp, com o presidente da Casa, deputados aliados ao governo e outros. Além disso, também percorreu todos os gabinetes dos parlamentares, apresentou propostas e participou de reuniões e negociações até o último minuto, alertando sobre as violações e a desvalorização das carreiras.

Durante a votação da PEC, o SINDPESP também se fez presente junto aos servidores que lotaram a galeria, os corredores e fecharam o entorno da Assembleia com forte mobilização. Mesmo assim, o presidente da Casa, em consonância com o governador, promoveu um verdadeiro massacre aos servidores. Por isso, discordamos dos atos que causaram tumulto e da forma truculenta e antidemocrática pela qual essa Reforma foi imposta.

A entidade se coloca contrária, também, àqueles deputados que votaram favoráveis à Reforma da Previdência e colaboraram para a destruição dos direitos dos servidores públicos do Estado de São Paulo.

O SINDPESP lutou o bom combate até o final, repudiando essa violência aos nossos direitos previdenciários. A entidade se manteve digna e intransigente às tentativas de flexibilização dos pontos prejudiciais à aposentadoria dos policiais.

O governo destruiu o serviço público com a PEC e tentou minimizar os efeitos maléficos e desastrosos com o PLC, mas foi não foi o suficiente. Esta reforma sinalizou um futuro sombrio imposto pelo governo do Estado de São Paulo, que pretende condenar as próximas gerações e aniquilar o serviço público.

Os policiais do Estado de São Paulo, além de amargarem o pior salário do Brasil, também sofrerão com a pior aposentadoria da Federação.

O Sindpesp continuará atento e vigilante aos interesses da Instituição.

Sobre a autora

Raquel Kobashi Gallinati é Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

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