Não assuste o ladrão!

O Brasil vive hoje uma situação de limite no tocante à Segurança Pública O Brasil vive hoje uma situação de limite no tocante à Segurança Pública. Não obstante as causas mediatas e genéricas que contribuem de maneira decisiva para os resultados trágicos e terríveis que são verificados praticamente todos os dias, as mesmas não […]

Por Editoria Delegados

O Brasil vive hoje uma situação de limite no tocante à Segurança Pública

 

O Brasil vive hoje uma situação de limite no tocante à Segurança Pública. Não obstante as causas mediatas e genéricas que contribuem de maneira decisiva para os resultados trágicos e terríveis que são verificados praticamente todos os dias, as mesmas não justificam absolutamente a violência gratuita praticada por “nossos” delinquentes e facínoras.

 

Além de subtrair o bem da vítima mediante violência e ameaça, ainda matam indiscriminadamente, tratando a vida alheia como se fosse um nada, parecem atuar despidos de nenhum traço humano de piedade e respeito.

 

Todos os dias defuntos de todas as idades são enterrados pelo país, vítimas da ação desses párias da espécie humana, aos quais certamente falta humanidade e sobra maldade e desprezo.

 

O interessante desses abjetos covardes, é que quando são presos pela polícia, exigem – com toda a razão – a preservação dos seus direitos, sequer falam sobre sua covardia.

 

Essa perspectiva é relevante, na medida em que revela que esses facínoras e covardes não respeitam a vida do próximo, mas tem todo cuidado e dengo com as suas próprias, ou seja, querem todo o respeito do mundo mas não respeitam a ninguém.

 

Pena de morte, prisão perpétua e mesmo a tortura, são temas que sempre “atormentaram” os estudiosos, especialmente os humanistas do Direito Penal, porém, diante de ações amiúde praticadas por desprezíveis facínoras, esse e outros temas, podem se revestir de compreensível e – até pouco tempo – impensável simplicidade.

 

É verdade que o endurecimento das penas não tem o condão de evitar os crimes, mas podem muito bem deixar fora de circulação homens e mulheres que se soltos continuariam a matar os semelhantes.

 

Por seu turno a pena de morte e mesmo a “legalização” da tortura (isso pode soar estranho quando já ultrapassamos a quinta geração dos Direitos Humanos, porém, a discussão acerca desses temas ganha corpo na Europa e Estados Unidos, onde na prática a tortura já foi legalizada através dos chamados Atos Patrióticos) são possibilidades legais e reais que se fortalecem cada vez que um desses canalhas matam crianças impolutas, grávidas inocentes e anciãos indefesos, ou seja, os próprios bandidos estão pavimentando a estrada da sua “desgraça”.

 

Evidente que tais providências “quando” aprovadas (é apenas uma questão de tempo para que isso ocorra) podem não solucionar todas as graves questões da Segurança Pública, mas contribuirá decisivamente no contexto dos acontecimentos, já que os facínoras mortos pelo Estado ou segregados definitivamente da sociedade, estarão “impossibilitados” de causar mal.

 

No caso de Daniela Nogueira, de 25 anos, grávida de nove meses atingida com um tiro na cabeça em São Paulo, noticiou-se que ela teria “assustado” o ladrão, ou seja, de certo modo quer parecer que a vítima divide com o facínora a culpabilidade pelo fato, isso demonstra grave equívoco de análise, indicando a “perda da lucidez” na abordagem da questão.

 

Redução da idade penal, prisão perpétua, pena de morte e legalização da tortura, são medidas pleiteadas à exaustão nos atos covardes de facínoras desumanos e impiedosos.

 

Não há dúvidas que vão conseguir.

 

Sobre o autor
Rogério Antonio Lopes é Delegado de Polícia no Estado do Paraná

 

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social & Portal Nacional dos Delegados

 

 

Veja mais

II Conferência de Segurança Pública Ilab-Segurança 2026

(DF) A II Conferência de Segurança Pública - iLab Segurança 2026 ocorrerá de 3 a 6 de março de 2026, em Brasília-DF

Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), dezenas de invólucros de entorpecentes e o uso de drogas

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados elaborou todos os modelos necessários para o delegado de polícia. O assinante poderá usar cada modelo e apenas colocar referências ou incluir

”Reajuste de 45% para Polícia Civil anunciado por Tarcísio é fake news”, alerta Sindicato dos Delegados

(SP) Entidade desafia policiais a provarem, no holerite, aumento divulgado pelo Estado; percentual inflado se apropria de reajuste concedido na gestão anterior pelo então governador João Doria

Flagrante de quem acaba de adquirir a droga e confere a quantidade recebida

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

Flagrante de quem acaba de adquirir a droga e confere a quantidade recebida | decisões jurídicas policiais

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

“Carnaval Policial”: aplicativo indispensável para policiais no período carnavalesco

Plataforma estratégica com atualização diária, inteligência artificial exclusiva e soluções jurídicas integradas para fortalecer a atuação policial em todo o Brasil

Após operação policial, delegado Charles Pessoa toma café da manhã ao som de marchinhas de Carnaval

(PI) Trabalho incansável, compromisso público e valorização cultural marcam atuação da Polícia Civil do Piauí
Veja mais

“Valorização da Polícia Civil tem de ser real, não mero palanque político”, critica Sindicato dos Delegados

(SP) Diretoria do triênio 2026/2029 tomou posse, nessa segunda-feira (9/2), em sessão solene, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); promessas do Governo do Estado para a classe,

“Policial, você está me abordando só porque eu sou gay?” | decisões jurídicas policiais

Ativismo de conveniência, preconceito sexual internalizado e a atuação policial frente à alegação infundada de discriminação. Limites do Questionamento Jurídico e da Liberdade de Expressão. Protocolo Policial aplicável

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa tampada, amassada, levantada ou adulterada: decisões jurídicas policiais

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

Flagrante de conduzir veículo sem placa, com placa: tampada, amassada, levantada ou adulterada

Tipicidade, atipicidade, abordagem, apreensão, detenção, condução, prisão e autuação

STF tem maioria para declarar omissão de Minas Gerais em lei sobre remuneração de delegados

(MG) O dispositivo constitucional é impositivo e que, diante da ausência de lei estadual para regulamentar o assunto, estava configurada a omissão normativa

Praticar peculato mas não cometer crime: decisões jurídicas policiais

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados apresenta exemplos de decisões que o delegado de polícia pode adotar sobre casos dessa natureza

Decisão de flagrante cumulado com representação por prisão preventiva, conforme a Lei nº 15.272

A Consultoria Jurídica do Portal Nacional dos Delegados elaborou todos os modelos necessários para o delegado de polícia. O assinante poderá usar cada modelo e apenas colocar referências ou incluir
Veja mais

Não é possível copiar este conteúdo.